Belo Horizonte – Moradores do bairro Buritis, na região Oeste de Belo Horizonte, enfrentam há quase duas semanas problemas graves no abastecimento de água. Relatos apontam que o fornecimento ocorre por apenas uma ou duas horas por dia, dificultando atividades básicas do cotidiano, como higiene, preparo de alimentos e uso doméstico em geral.
A situação se arrasta desde cerca de 19 de agosto e tem gerado forte reclamação nas redes sociais, inclusive em vídeos e comentários em publicações que mostram a indignação dos moradores. A Copasa promete normalização para “os próximos dias” e pede “uso consciente” da água.

Para tentar amenizar os impactos, muitos condomínios e residências têm contratado caminhões-pipa para encher as caixas d’água. O custo médio de cada viagem fica em torno de R$ 1.250. Um dos condomínios do bairro alega já ter gasto R$ 5 mil com o serviço emergencial.
A prática se tornou comum diante da intermitência do abastecimento da rede, especialmente em prédios e pontos mais altos do bairro, onde a pressão da água é insuficiente para encher os reservatórios de forma adequada.

Rompimento adutora
A crise no Buritis está ligada a problemas no sistema de abastecimento da região Oeste, que inclui também bairros como Estoril e Nova Suíça. Houve rompimento de uma adutora em 19 de agosto (em ponto sob edificação no bairro Nova Granada) e intervenções programadas, incluindo obras da Seinfra.
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A situação afeta a vazão e a pressão da rede, com impacto mais intenso no Buritis por causa da alta densidade populacional e do grande número de edifícios.
O que diz a Copasa
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) informou que o reflexo no abastecimento no bairro Buritis está relacionado à obra da Seinfra, concluída nesta segunda-feira (31/08), às 8h.
O sistema, diz a empresa, ainda está em processo de normalização, e os reflexos no abastecimento poderão permanecer até a completa regularização.
A companhia havia anunciado anteriormente o remanejamento de trecho de adutora de grande porte justamente para recuperar a vazão e restabelecer a pressão adequada, com previsão de benefícios principalmente para Buritis, Estoril e Nova Suíça. Enquanto a normalização não ocorre por completo, a orientação é o uso consciente da água.
Estabelecimentos essenciais (escolas e unidades de saúde) podem contar com caminhões-pipa sem custo, e moradores podem acionar a Copasa pelos canais oficiais (aplicativo Copasa Digital, site, 0800 0300 115 ou WhatsApp).
A denúncia dos moradores, amplificada em vídeos e comentários nas redes, reflete o desgaste com a intermitência prolongada e os custos extras com caminhões-pipa. A expectativa agora é que, com a conclusão da obra da Seinfra e o processo de normalização em andamento, o abastecimento regularize de forma definitiva nos próximos dias.

