O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira (31/8) que o objetivo do governo federal é fazer uma Operação Carbono Oculto a cada dois meses no Brasil. A afirmação foi feita em evento realizado em São Paulo pelo banco BTG Pactual.
A Carbono Oculto foi deflagrada em 28 de agosto de 2025, há um ano, portanto, e seus desdobramentos ainda estão em curso. Trata-se de uma investigação conjunta da Receita Federal, do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Federal. Ela desmantelou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e fraudes no setor de combustíveis, supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
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Para Durigan, o tema da segurança pública — em especial, o combate ao crime organizado — está no topo das prioridades do país, assim como a questão da taxa de juros, que inclui a discussão do problema fiscal. No evento, o ministro fez uma análise do legado da Carbono Oculto, que foi preparada por cerca de um ano.
“Postos de combustíveis ligados ao crime organizado lavavam dinheiro em fundos [de investimento]”, disse Durigan. “E nós descobrimos como funcionava isso. Está fazendo um ano da operação e pedi para a Receita Federal se debruçar sobre o assunto porque vamos ter de apresentar novas ações enquanto legado da Carbono Oculto.”
Inteligência artificial
Na sexta-feira (28/8), disse o ministro, foram 1,4 mil CNPJs cancelados em São Paulo, com contas bancárias comprometidas, sem possibilidade de emitir nota fiscal. A medida, afirmou Durigan, foi um desdobramento da operação.
“E conseguimos colocar de pé um sistema de inteligência artificial (IA) que vai usar informações, olhando para fundos e para o mercado de combustíveis do país, entre outros”, afirmou. “Ele vai conseguir otimizar e fazer uma Carbono Oculto a cada dois meses, se tiver o compromisso político de avançar contra o crime organizado e, em especial, a lavagem de dinheiro no andar de cima.”

