Belo Horizonte — Os candidatos ao governo de Minas Gerais Alexandre Kalil (PDT) e Patrus Ananias (PT) criticaram, nesta segunda-feira (31/8), a atuação do governador e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), diante da ocupação de uma fazenda em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
A ocupação ocorre na Fazenda Bom Jardim, às margens da MGC-497, que liga Uberlândia ao município de Prata. O movimento é coordenado pelo Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL) e, segundo Simões, reúne cerca de 130 pessoas.
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Kalil fez a crítica mais dura e chamou o governador de “frouxo”. Em vídeo publicado nas redes sociais, o candidato cobrou uma solução para a ocupação e destacou a importância de Uberlândia para o agronegócio mineiro.
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“Pessoal, estão invadindo terra em Uberlândia? O maior centro que nós temos da agricultura em Minas Gerais? Ô governador, deixa de ser frouxo, sô. Vai lá e resolve, porra. Invadindo, em Uberlândia? Ah não. Nós vamos resolver, viu, gente? Primeiro de janeiro isso acabou”, afirmou.
Patrus, por sua vez, disse acompanhar a situação “com apreensão” e criticou a forma como Simões tem tratado publicamente o episódio. Ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, o petista afirmou que nunca estimulou ocupações e defendeu que conflitos envolvendo propriedades sejam solucionados dentro da lei.
“A Constituição é clara, o direito de propriedade é garantido, e a propriedade deve cumprir sua função social. Quando não cumpre, o caminho é a desapropriação feita pelos meios legais”, afirmou.
Patrus também acusou o governo estadual de ter falhado na prevenção do conflito e de explorar politicamente o episódio. “Nunca à força, de nenhum lado. O que se vê em Uberlândia é um governo que falhou em prevenir o conflito e agora quer trocar a Justiça pelo espetáculo”, declarou.
Segundo o candidato, uma eventual retirada dos ocupantes deve ocorrer por determinação judicial e com participação de órgãos como o Ministério Público e a Defensoria Pública.
Simões foi até a fazenda
A Polícia Militar acompanha a movimentação na Fazenda Bom Jardim. Simões interrompeu agendas de campanha e foi até Uberlândia para acompanhar as negociações com o grupo que ocupa a propriedade, mas descartou diálogos para manter o grupo no local.
Nas redes sociais, o governador afirmou que a PM está no local e impede a entrada de novas pessoas na fazenda, mas disse que a corporação não agirá com violência. Segundo Simões, há crianças entre os ocupantes, o que exige cautela na atuação policial.
“Há crianças lá dentro e, obviamente, eu não vou determinar a entrada do choque numa área com crianças para a gente correr o risco de colocar elas numa situação em que podem acabar sofrendo uma trombada ou alguma coisa”, afirmou.
E continuou: “Em Minas Gerais, invasão continua sendo crime, não será tolerado e nós vamos agir com todo o rigor, sem violência, mas com todo o rigor necessário”.

