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Petista cobra divisão de recursos justa e ameaça abandonar campanha em MG

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Petista cobra divisão de recursos justa e ameaça abandonar campanha em MG

Belo Horizonte – O candidato a deputado federal Ramsés de Castro (PT-MG) comunicou a legenda que, caso a divisão de recursos para a campanha eleitoral não seja revista, vai oficializar, esta semana, sua retirada da disputa eleitoral. Ele é um dos 25 candidatos em Minas Gerais que têm alegado que não receberam recursos do fundo eleitoral para financiar as campanhas.

O candidato condiciona a manutenção da sua candidatura ao recebimento de um “valor justo e razoável para ser investido na campanha”.

O petista defendeu uma alteração na legislação eleitoral. A proposta é que haja uma regra que impeça os partidos de fazerem uma destinação desigual entre os postulantes.

“Já era esperado que a direção do PT buscasse diminuir essa desigualdade entre os candidatos, mas a direção não está fazendo isso. Pelo contrário, a direção está reforçando essa desigualdade”, queixou-se Ramsés

O grupo chegou a entregar um manifesto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante sua recente passagem por Belo Horizonte, nesse sábado (29/8), para tentar chamar atenção para o problema e buscar uma solução.

O candidato a deputado estadual Vinícius Venades (PT) comentou que, para defender as suas posições, é necessário um mínimo de estrutura. “Não se faz campanha sem material, sem deslocamento, sem equipe e sem condições básicas.”

Venades apontou que o objetivo é resolver a situação de forma coletiva e ressaltou que não é um problema com o partido, mas com “algumas decisões tomadas por pessoas da direção e da tesouraria”.

A proposta dos candidatos é que seja definido um piso de R$ 80 mil de fundo partidário para todos os candidatos. No atual cenário, alegam eles, algumas campanhas poderão usar valores acima de R$ 2 milhões, enquanto outras só terão R$ 35 mil e alguns não vão receber nada.

Internamente, alguns petistas apontam a tesoureira nacional do partido, Gleide Andrade, como destinatária das reclamações e demandas.

Gleide Andrade é uma das candidatas do partido a disputar o Congresso por Minas Gerais. A campanha dela terá R$ 1,267 milhão para o pleito do fundo partidário. A assessoria da petista foi procurada pela reportagem, mas ainda não se posicionou.

“Nossa posição é firme, mas é de diálogo. Nós somos do time do Lula, da Marília, da Áurea Carolina e do Patrus. Não estamos contra o PT. Estamos lutando para que o PT seja coerente com a sua própria história. O que queremos é justiça, equidade e condições reais para que todas as candidaturas possam disputar com dignidade”, afirmou Venades.

Retirada em massa

Uma das possibilidades discutida internamente é uma retirada em massa de candidaturas. Caso isso ocorra, o Partido dos Trabalhadores corre o risco de não conseguir cumprir o mínimo de 30% das vagas nas chapas proporcionais de cada sexo, o que pode afetar a questão das cotas raciais.

Apesar dessa discussão interna, Vinícius Venades descarta essa possibilidade, alegando que o grupo não tem a intenção de prejudicar a legenda na disputa eleitoral, apenas buscar uma situação mais justa.

“Estou defendendo os ideais que me fizeram estar no PT: justiça social, inclusão, participação popular e combate às desigualdades. Se uma candidatura jovem, PCD, militante e construída na base recebe zero reais, isso precisa ser dito com responsabilidade”, afirmou.

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