Uma amizade inusitada transformou a rotina de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, quando uma moradora começou a interagir com um leão-marinho. Esses animais costumam viajar das costas do Uruguai e da Argentina até o litoral gaúcho em busca de descanso e alimento. O bichinho ficou tão à vontade que ganhou o nome de Sorriso por causa de suas feições simpáticas.
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O amor pelo leão-marinho Sorriso
O carismático visitante silvestre escolheu pontos estratégicos para relaxar, sendo visto com bastante frequência perto da hidroviária e do cais mercante. Esses locais funcionam como portos seguros para a espécie repousar tranquilamente após as longas travessias oceânicas.
A presença do Sorriso se tornou uma atração na cidade, encantando tanto os moradores quanto os turistas. Os machos mais velhos, que já não participam da temporada de reprodução, muitas vezes decidem passar o ano inteiro aproveitando a calmaria da cidade.

Um susto que deu início à história do Sorriso
Toda essa intimidade começou de um jeito bem dramático no início do ano. A moradora Claudia Le recebeu uma ligação com a notícia de que o animal estaria morto atrás do mercado municipal, o que a fez correr imediatamente para o local.
O susto, felizmente, durou pouco. Ao dobrar a esquina da rua, ela encontrou o animal vivíssimo, como se estivesse no quintal de casa. Enquanto aguardava os profissionais do Museu Oceanográfico, a mulher passou a manhã inteira ajudando a controlar o trânsito para proteger o bicho.
Aquele encontro inusitado virou rotina ao longo de 16 dias consecutivos. Com o convívio diário, o leão-marinho passou a reconhecer a voz da moradora e a reagir com expressões muito amigáveis, o que inspirou o nome oficial de Sorriso.

A saudade e o tão esperado retorno do Sorriso
Depois de curtir muito as ruas de Rio Grande no começo do ano, o animal resolveu seguir seu rumo, deixando um vazio na rotina da cidade. No final de agosto, Sorriso decidiu dar as caras novamente, confirmando que o litoral gaúcho realmente virou um de seus refúgios favoritos.
A novidade movimentou a vizinhança e fez com que o Museu Oceanográfico fosse acionado na mesma hora para garantir a segurança dele pelas ruas. Com o monitoramento técnico e olhares apaixonados da comunidade, cada passeio do mamífero pelas calçadas rende novos registros que aquecem o coração de quem acompanha essa história de pertinho.

