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Yayoi Kusama: como alucinações deram origem às famosas bolinhas da artista

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Yayoi Kusama: como alucinações deram origem às famosas bolinhas da artista

As bolinhas que transformaram Yayoi Kusama em um dos maiores nomes da arte contemporânea nasceram de experiências que a artista dizia viver desde a infância. A japonesa, que morreu aos 97 anos, relatava ter alucinações em que padrões se multiplicavam diante dos olhos e tomavam conta de tudo ao redor.

Kusama começou a desenhar ainda criança. Em uma das experiências que mais tarde descreveu em sua autobiografia, contou que observava uma toalha estampada com flores vermelhas quando passou a enxergar o desenho se espalhar pelo ambiente.

“Comecei a observar o mesmo motivo de flores vermelhas em todo o teto, nas janelas e nas colunas. Ele preenchia toda a sala e até cobria meu corpo”, relatou em sua autobiografia.

A artista passou a reproduzir essas imagens em desenhos e pinturas como uma maneira de lidar com as alucinações. Pontos, redes e formas repetidas acabaram se tornando a principal característica de seu trabalho e, décadas depois, apareceriam também em esculturas e instalações imersivas.

Yayoi Kusama: como alucinações deram origem às famosas bolinhas da artista - destaque galeria
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A artista japonesa Yayoi Kusama em sua exposição retrospectiva no Whitney Museum of American Art. Kusama veste Louis Vuitton
A artista em 2012, no evento de lançamento da primeira collab com a Louis Vuitton. Há anos Yayoi vive em um hospital psiquiátrico, onde pinta diariamente
A Louis Vuitton é famosa por suas fachadas que mais parecem instalações artísticas. Em 2012, espalhou bonecas de Yayoi pelo mundo
Além dos quadros, chama atenção no trabalho da japonesa as esculturas que convidam o público a interagir
Metrópoles
Yayoi Kusama comparece à prévia para a imprensa da exposição "I Who Have Arrived In Heaven" (Eu, que cheguei ao céu), de Yayoi Kusama, na galeria de arte David Zwirner, em 7 de novembro de 2013, na cidade de Nova York
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Yayoi Kusama comparece à prévia para a imprensa da exposição "I Who Have Arrived In Heaven" (Eu, que cheguei ao céu), de Yayoi Kusama, na galeria de arte David Zwirner, em 7 de novembro de 2013, na cidade de Nova York

Andrew Toth/Getty Images
A artista japonesa Yayoi Kusama em sua exposição retrospectiva no Whitney Museum of American Art. Kusama veste Louis Vuitton
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A artista japonesa Yayoi Kusama em sua exposição retrospectiva no Whitney Museum of American Art. Kusama veste Louis Vuitton

Steve Eichner/WWD/Penske Media via Getty Images
A artista em 2012, no evento de lançamento da primeira collab com a Louis Vuitton. Há anos Yayoi vive em um hospital psiquiátrico, onde pinta diariamente
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A artista em 2012, no evento de lançamento da primeira collab com a Louis Vuitton. Há anos Yayoi vive em um hospital psiquiátrico, onde pinta diariamente

Dimitrios Kambouris/WireImage via Getty Images
A Louis Vuitton é famosa por suas fachadas que mais parecem instalações artísticas. Em 2012, espalhou bonecas de Yayoi pelo mundo
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A Louis Vuitton é famosa por suas fachadas que mais parecem instalações artísticas. Em 2012, espalhou bonecas de Yayoi pelo mundo

Rob Kim/FilmMagic via Getty Images
Além dos quadros, chama atenção no trabalho da japonesa as esculturas que convidam o público a interagir
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Além dos quadros, chama atenção no trabalho da japonesa as esculturas que convidam o público a interagir

Roy Rochlin/Getty Images

A saúde mental acompanhou Kusama durante toda a trajetória. Depois de viver nos Estados Unidos e integrar a cena artística de Nova York nos anos 1960, ela retornou ao Japão na década seguinte. Em 1977, decidiu se internar voluntariamente em uma clínica psiquiátrica de Tóquio, onde passou a morar. O ateliê ficava próximo ao local, e ela mantinha uma rotina de trabalho.

Com o passar das décadas, as imagens que Kusama associava às alucinações deixaram de ser apenas uma experiência particular e se transformaram em uma linguagem reconhecida mundialmente. Além das bolinhas, suas abóboras e salas de espelhos se tornaram algumas de suas obras mais conhecidas.

Yayoi Kusama morreu em 14 de agosto, em um hospital de Tóquio. A morte foi divulgada nessa quarta-feira (27/8). Segundo a organização responsável por seu legado, ela continuou pintando até os últimos dias de vida.