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Justiça mantém preso homem encontrado na casa da influencer Kamila Simioni

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Justiça mantém preso homem encontrado na casa da influencer Kamila Simioni

Belo Horizonte – Em audiência de custódia de Vinício Oliveira da Silva, de 39 anos, preso na última terça-feira (25/8) na casa da influenciadora Kamila Simioni,  no bairro Bandeirante, na capital mineira, a Justiça analisou somente a legalidade da prisão e a ausência de violação de direitos do homem, uma vez que ele foi detido em cumprimento de mandado judicial e não em flagrante delito. Ele segue preso.

De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PMMG), Neguinho da Mabel, como é conhecido, estava foragido desde 2025 e é investigado por homicídio. Além disso, Vinício é apontado como líder do tráfico de drogas na região Norte da capital.

“Segundo as investigações, ele também é apontado como liderança do tráfico de drogas no bairro Jardim Felicidade, na região Norte da capital, e possui registros por tráfico e associação para o tráfico”, afirma nota da Polícia Civil.

“Neguinho da Mabel” terá 10 dias para apresentar resposta à acusação pela qual foi preso. De acordo com a Justiça ele recebeu cópia da respectiva denúncia.

No momento da prisão os celulares dele e da influenciadora foram apreendidos. Porém, no mesmo dia, o advogado Glauber Paiva, que representa Kamila há 15 anos e  Vinício (com procuração outorgada um dia antes do cumprimento do mandato), conseguiu receber o celular da sua cliente de volta já que não havia mandado de busca para que o aparelho fosse apreendido e também porque segundo a defesa, ela não tem ligação com qualquer assunto relacionado à prisão dele.

Respostas da defesa sobre os fatos

O advogado Glauber Paiva, que defende a influenciadora Kamila Simioni e Vinício Oliveira, apresentou esclarecimentos técnicos sobre o cumprimento de mandado de prisão ocorrido na casa de Kamila.

De acordo com o advogado não existem elementos que caracterizem favorecimento pessoal ou ocultação de foragido por parte de Kamila Simioni. Ele explicou que consultas prévias realizadas no sistema oficial indicavam o mandado de prisão de Vinício como desativado.

“Consulta ao sistema, realizada previamente, indicava o mandado como desativado, de modo que não houve ocultação de pessoa por parte de Kamila Simioni, tampouco ciência de sua parte quanto à existência de mandado de prisão em aberto contra o rapaz”, afirma o advogado.

O advogado confirmou que é prática de seu escritório realizar consultas preliminares sempre que há indício de envolvimento de seus clientes com terceiros, e ao fazer a consulta sobre Vinício, a consulta apontou que o mandado estava desativado.

De acordo com o advogado, Kamila foi surpreendida com a prisão de Vinício: “Recebeu a notícia no exato momento do cumprimento do mandado, sem qualquer ciência prévia.”

O advogado disse ao Metrópoles que o mandado de prisão cumprido contra Vinício é referente a um fato ocorrido em 2011, e que não há qualquer tipo de vínculo ou relação com Kamila. Ele também disse que não tem informações precisas sobre há quanto tempo os dois clientes se conhecem. Segundo ele, não há elementos que demonstrem um relacionamento de longa data entre os dois.

“Esta defesa não dispõe dessa informação com precisão. Segundo relato da própria autoridade policial que realizou a diligência, ele estaria na residência desde o final de semana anterior, o que indica um período aproximado de três a quatro dias antes do cumprimento do mandado. Não há, portanto, elementos que demonstrem relacionamento de longa data entre ambos”, relatou.

Revisão da prisão

Glauber relatou que apresentou um requerimento técnico na Justiça com pedido de revisão da prisão, mas que não poderá dar detalhes porque o processo corre em segredo de Justiça.

“Já foi apresentado requerimento técnico perante o juízo competente do Tribunal do Júri, com pedido de revisão da prisão, estando a matéria pendente de apreciação. Por se tratar de processo em segredo de justiça, não é possível detalhar publicamente os fundamentos da tese defensiva, mas a atuação técnica já foi formalizada nos autos”, afirma.

O escritório reforçou o compromisso com o dever de sigilo profissional e declarou que não fará comentários sobre a vida pessoal de seus clientes, limitando-se aos esclarecimentos técnicos de natureza jurídica

“Por se tratar de processo em segredo de justiça e por dever de sigilo profissional em relação a ambos os clientes, esta defesa não emitirá comentários sobre a vida pessoal das partes envolvidas, limitando-se aos esclarecimentos técnicos ora prestados”, informa.

Sobre uma possível investigação de Kamila

Questionado sobre uma possível investigação da sua cliente o advogado esclarece que não tem conhecimento sobre essa possibilidade.

“Esta defesa não tem conhecimento de instauração de apuração específica quanto a eventual proximidade pessoal entre os dois. O mandado de prisão cumprido refere-se a fato de 2011, submetido ao rito do Tribunal do Júri, sem qualquer relação com a pessoa de Kamila Simioni”, esclarece.

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