O Distrito Federal tem a terceira maior média salarial do país no setor de serviços, com 2,4 salários mínimos para as pessoas que trabalham na área. A informação foi revelada pela Pesquisa Anual de Serviços (PAS) de 2024, divulgada nesta quinta-feira (27/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com a pesquisa, a capital federal figura no topo do ranking nacional de rendimentos, ficando atrás apenas de São Paulo, que tem 2,7 salários mínimos, e empatada com o Rio de Janeiro que tem os mesmos 2,4 salários mínimos.
Ao todo, o setor de serviços não financeiros reuniu 42,4 mil empresas ativas em 2024, empregando 435,8 mil pessoas e movimentando R$ 18,8 bilhões apenas em gastos com pessoal, o que englobam salários, retiradas e outras remunerações). No total, a receita bruta acumulada pelas empresas brasilienses do setor chegou a R$ 87 bilhões.
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O grande motor dessa engrenagem financeira e de empregabilidade no DF é o segmento de serviços profissionais, administrativos e complementares. O setor concentrou 42,4% de todos os gastos, além de liderar isoladamente a geração de vagas — responde por 51,4% do pessoal ocupado (cerca de 224,1 mil trabalhadores) e abriga 16,6 mil empresas.
Logo atrás em termos de relevância financeira e de remuneração de pessoal está o segmento de serviços de informação e comunicação, que registrou o segundo maior gasto com pessoal do DF, com R$ 4,9 bilhões, e a segunda maior receita bruta, de R$ 21,5 bilhões, representando 24,8% da arrecadação total do setor na capital.
Graças ao desempenho liderado pelos serviços profissionais e de comunicação, o Distrito Federal assegurou a maior participação na receita bruta de serviços da Região Centro-Oeste (30,8%), superando estados como Goiás (30,1%), Mato Grosso (25,6%) e Mato Grosso do Sul (13,5%).
Enquanto o DF se destaca fortemente pela força dos serviços profissionais e administrativos, que responderam por 37,3% da receita local, as demais unidades da federação da região têm o setor de transportes e correios como principal motor de faturamento.
Pesquisa Anual de Serviços
A Pesquisa Anual de Serviços (PAS) investiga as características estruturais do segmento empresarial de prestação de serviços não financeiros no Brasil, tendo como unidade de investigação as empresas formalmente constituídas cuja principal fonte de receita seja a prestação desses serviços. Realizada desde 1998, a pesquisa integra o sistema de estatísticas econômicas do IBGE e passou por atualizações metodológicas, como a adoção da CNAE 2.0 a partir dos resultados de 2007.
Atualmente, contempla atividades dos setores de serviços prestados às famílias, informação e comunicação, serviços profissionais e administrativos, transportes, atividades imobiliárias, manutenção e reparação, entre outros serviços.
A pesquisa levanta também informações econômico-financeiras das empresas, incluindo receitas, pessoal ocupado, gastos com pessoal, despesas operacionais e financeiras, além de investimentos em ativos. Com periodicidade anual e abrangência nacional, a PAS divulga resultados para o Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação, fornecendo subsídios essenciais para a análise da estrutura e da evolução do setor de serviços no País.

