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Dentista condenado por estuprar influencer no DF tem registro cassado

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Dentista condenado por estuprar influencer no DF tem registro cassado

O Conselho Regional de Odontologia (CRO-DF) cassou o registro profissional de Gustavo Chiovatto Najjar (foto em destaque). O cirurgião-dentista é acusado por ao menos sete mulheres de importunação sexual. Ele também foi condenado por estuprar uma influencer dentro do consultório, em Brasília.

Em votação unânime, ocorrida no início deste mês, os conselheiros decidiram pela cassação do exercício profissional de Gustavo. A decisão ainda cabe recurso no Conselho Federal de Odontologia (CFO).

Em 2024,  3ª Vara Criminal de Brasília, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), condenou o especialista em harmonização facial a cumprir seis anos de prisão inicialmente em regime semiaberto pelo estupro da paciente. À época, a defesa do réu recorreu da sentença. O processo tramita em sigilo.

A vítima havia conhecido o dentista por meio das redes sociais. A influencer teria ido ao consultório dele após ter sido convencida pelo profissional a realizar uma avaliação na intenção de ser submetida a um procedimento de harmonização facial.

Ao chegar ao consultório do dentista, já no fim do expediente, o homem pediu para que a vítima mostrasse os procedimentos que ela tinha feito em seu corpo, já que ela havia realizado diversas cirurgias estéticas após um grande processo de emagrecimento.

Acreditando na boa-fé do dentista, a jovem deixou que ele analisasse o seu corpo. Porém, quando estava olhando os seus glúteos, o autor disse que precisava testar a sua sensibilidade e lhe desferiu um tapa em suas nádegas.

Constrangida, a vítima disse que precisava ir embora, mas o dentista a agarrou e passou a estuprar a vítima. A mulher tentou se desvencilhar, dizendo que queria ir embora e passou a gritar que queria sair.

O dentista puxou a vítima novamente, ato que fez um rasgo em sua calça, e afirmou que ninguém a escutaria, pois não havia mais ninguém no local.

Em pânico, a influenciadora não conseguiu mais resistir, e o autor consumou o ato sexual. Após concluir o crime, o autor voltou a conversar com a vítima sobre os procedimentos estéticos que faria, como se nada tivesse acontecido.

Ainda em choque, a mulher foi embora e se encontrou com seu ex-marido e com sua filha, os quais a aguardavam passeando no shopping onde o autor atende. No caminho para casa, a vítima contou para o ex-marido o que tinha acontecido. Em seguida, o casal foi até uma delegacia e registrou a ocorrência policial.

O laudo de confronto de material genético realizado pelo Instituto de Pesquisa e DNA Forense da Polícia Civil do Distrito Federal (IPDNA/PCDF) atestou que o material biológico coletado na vítima de estupro possuía DNA idêntico ao do dentista. Um outro laudo elaborado pelo IML já havia confirmado que a mulher apresentava lesão corporal compatível com abuso sexual.

Em setembro de 2023, Najjar foi alvo de mandado de prisão temporária. Ele permaneceu preso por 16 dias e, posteriormente, foi posto em liberdade. A defesa dele refutou a prática de qualquer crime.

O juiz Omar Dantas Lima do TJDFT entendeu que a autoria do crime ficou comprovada através de depoimentos e documentos. O magistrado apontou que a aflição da mulher após o abuso sexual foi captada por uma câmera de segurança do lado de fora da clínica.

Depois que a primeira vítima denunciou, outras sete procuraram a polícia. Quatro delas acionaram a PCDF de forma anônima.

A reportagem não localizou a defesa de Gustavo Najjar para se manifestar sobre a decisão do CRO-DF. O espaço segue aberto para futuras manifestações.

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