Foi presa nesta terça-feira (25/8) Luana Rosa de Araújo (foto em destaque), conhecida como “Madrinha da Cidade Alta”. Ela é apontada pelas investigações como integrante da cúpula de Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, chefe do Terceiro Comando Puro (TCP).
Luana foi localizada durante a operação deflagrada nesta terça contra a facção criminosa. Segundo as investigações, ela já chefiou o tráfico no bairro de Imbariê e na comunidade do Massapé, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde respondia diretamente a Peixão.
Atualmente, Luana seria responsável pela contabilidade do TCP na região de Cordovil, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Atuação no tráfico
De acordo com as investigações, Luana mantinha uma relação de confiança com Peixão e integrava a estrutura de comando da facção. Como símbolo dessa proximidade, ela teria recebido do traficante um fuzil cor-de-rosa.
A polícia também aponta que Luana teria participado da expulsão de moradores beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida do condomínio Massapé. Os imóveis teriam sido transformados em pontos de venda de drogas e esconderijos utilizados pela organização criminosa.
Ela também é investigada por ordenar ataques a ônibus na região de Duque de Caxias.
A operação
A ação tem como objetivo cumprir dezenas de mandados de prisão contra criminosos envolvidos em diferentes delitos e ocorre nas comunidades Cinco Bocas, Pica-Pau, Cidade Alta, Parada de Lucas e Vigário Geral.
Segundo a Polícia Civil, a operação é resultado de investigações conduzidas pela 38ª Delegacia de Polícia (Brás de Pina), que reuniram informações de diferentes ocorrências e alvos identificados ao longo de meses de trabalho de inteligência.
Os policiais realizaram análise de dados, cruzamento de informações, diligências de campo e coleta de provas documentais e testemunhais. Segundo a Polícia Civil, o trabalho permitiu identificar integrantes da organização criminosa e individualizar a participação de cada um nos crimes investigados.
As informações reunidas também possibilitaram mapear a estrutura e a dinâmica de atuação dos criminosos na região e subsidiaram as medidas judiciais.
A operação mobiliza equipes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC), do Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB), do Departamento-Geral de Polícia do Interior (DGPI) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).
Pela Polícia Militar, participam agentes do Comando de Operações Especiais (COE), do 1º Comando de Policiamento de Área (1º CPA), do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE), do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (RECOM) e do Batalhão Tático de Motociclistas (BTM).
De acordo com as forças de segurança, a atuação integrada busca atingir diretamente a estrutura criminosa, retirar integrantes da facção das ruas e enfraquecer a atuação do TCP na região.

