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Lula tem de avisar PF, PGR e STF que não é para proteger Lulinha

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Lula tem de avisar PF, PGR e STF que não é para proteger Lulinha

Lula fugiu do debate na Band, assim como Flávio Bolsonaro, mas no mesmo horário deu entrevista à Record.

Indagado sobre Lulinha, que aparentemente deixou de ser o Ronaldinho dos negócios que fazia o orgulho do papai, o chefão petista disse o seguinte:

“Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se.  Meu filho sabe se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele.”

É preciso, então, avisar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que não é para proteger Lulinha.

Até hoje, por exemplo, a PF não subiu no processo relatado por André Mendonça a análise das quebras de sigilo telemático e bancário do filho de Lula.

Dado curioso, um dos peritos encarregados de fazer a análise pediu para não trabalhar mais no caso, alegando questões pessoais.

Também é recomendável que Lula dê um toque no procurador-geral da República, Paulo Gonet, para ele se segurar no seu afã de mostrar serviço.

Prestativo além da conta, o PGR quer transferir o caso de Lulinha para a primeira instância, contrariando fatos e jurisprudências.

Não menos vital, o chefão petista poderia aproveitar o próximo whisky com os políticos do STF para reafirmar que a justiça deve seguir o seu curso, sem que mãos peludas no tribunal tentem impedir o trabalho do ministro André Mendonça.

A todos, Lula deveria dizer que já passou da hora de o seu filho, marmanjo de 51 anos, assumir responsabilidades e revelar como conseguiu se transformar nesse homem com tanto magnetismo animal.

Não bastasse ter sido capaz de convencer uma grande empresa de telefonia, a Oi, a repassar R$ 132 milhões a empresas da Gamecorp, grupo que alavancou o seu impressionante sucesso como empreendedor, Lulinha vinha sendo teúdo e manteúdo pela lobista Roberta Luchsinger — que, além de lhe proporcionar viagens luxuosas, pagava R$ 100 mil reais para manter a casa em Brasília onde Lulinha pousava quando vinha da Espanha.

Roberta Luchsinger, aliás, gostava — talvez ainda goste, não se sabe — de movimentar dinheiro em espécie, segundo a PF.

Em junho do ano passado, de acordo com os investigadores, o motorista da moça fez “duas coletas em espécie com terceiro desconhecido”: uma de R$ 100 mil e outra de R$ 200 mil.

Dinheirinho para o dia a dia, uma merreca na comparação com o que ela sonhava ganhar com os contratos milionários que os seus clientes firmariam com o governo, graças ao magnetismo animal do sócio oculto Lulinha.

Os parceiros tocavam de ouvido, e o filho de Lula só tinha de conter um pouco a sede de viver de Roberta Luchsinger.

Em janeiro de 2024, quando ambos projetavam vender insumos de remédios à base de canabidiol para o Ministério da Saúde, negócio cobiçado pelo Careca do INSS, Lulinha ficou preocupado com o custo de uma viagem à Europa e teve de dizer a ela: “Roberta, a gente tá se arriscando… Não precisa… É só esperar uns poucos meses e podemos fazer isso sem medo de nada”.

Mas Lulinha nunca teve medo de ser feliz, e isso já está mais do que provado.

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