O governo federal reduziu em R$ 5 bilhões a estimativa de despesas com benefícios previdenciários para 2027. A atualização constará na revisão mais recente das projeções fiscais que integram o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que será encaminhada ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto.
Os novos números foram aprovados nesta terça-feira (25/8) pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS).
A revisão foi feita pela equipe econômica a partir de novos parâmetros macroeconômicos e ajustes nas projeções de concessão e manutenção de benefícios do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).
As despesas com aposentadorias e benefícios devem chegar a R$ 1,218 trilhão no ano que vem, segundo informações do CNPS. A previsão anterior era de R$ 1,223 trilhão.
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Segundo técnicos da área econômica, a redução reflete principalmente uma reavaliação do ritmo de concessões e da evolução da base de beneficiários, além de ajustes nas projeções de revisão cadastral e pente-fino em benefícios previdenciários e assistenciais.
Com a revisão para baixo, o governo passa a ter um cenário levemente mais favorável no espaço fiscal de 2027, já que a Previdência é uma das principais despesas obrigatórias da União. A mudança reduz a pressão por bloqueios e contingenciamentos que poderiam ser necessários para cumprimento das metas estabelecidas pelo novo arcabouço fiscal.
Apesar da revisão, a Previdência continua concentrando uma das maiores parcelas do orçamento federal, com tendência de crescimento estrutural ligada ao envelhecimento da população e à indexação de benefícios ao salário mínimo.
A equipe econômica afirma que as projeções são atualizadas periodicamente e podem sofrer novas revisões ao longo da execução orçamentária, conforme dados reais de arrecadação e concessão de benefícios.

