O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou a pressão pela votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de trabalho 6×1 — em que se trabalha seis dias e folga-se um. Pelo segundo dia seguido, ele foi às redes sociais para defender o avanço da medida.
Em vídeo publicado nesta terça-feira (25/8), o chefe do Planalto ressaltou que o texto já passou pela Câmara dos Deputados e disse ter certeza que, agora, será aprovado no Senado.
“Eu tenho certeza que o presidente [do Senado, Davi] Alcolumbre também vai votar a escala 6×1. Nós vamos acabar com essa jornada escrava de trabalho”, destacou o petista na gravação.
Lula alegou que a redução da jornada de trabalho vai beneficiar famílias e, sobretudo, mulheres, que terão mais tempo para descanso, lazer, estudos e tarefas de casa. Ele também mandou um recado aos parlamentares contrários à proposta:
“Aqueles que são contra porque acham que. se aprovar é um benefício para mim, estão totalmente equivocados. O fim da escala 6×1 é um benefício para milhões de homens e mulheres que estão cansados de serem escravos e querem descansar um pouco mais”, defendeu.
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Na segunda (24/8), em outra publicação nas redes, Lula já havia defendido a aprovação da pauta no Congresso. O petista afirmou que “tem gente que joga contra os interesses” da classe trabalhadora, mas o governo federal está “mobilizado” para avançar com a matéria.
“Tem gente que joga contra os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, mas o nosso governo está mobilizado para a aprovação do fim da escala 6×1, sem redução do salário. O povo trabalhador que movimenta este país merece ter mais tempo para o lazer, para cuidar da saúde e para acompanhar o crescimento dos filhos. É sobre tempo para a família”, escreveu o titular do Planalto em publicação no X.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), despachou o texto para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A proposta estava parada há meses aguardando o aval de Alcolumbre para ser apreciada no colegiado.
A movimentação se deu uma semana após o senador se encontrar com Lula e retomar a relação entre os dois, que estava rompida desde abril.
O senador e líder do PSD, Omar Aziz (AM), será o relator da matéria na CCJ.
Nesta terça, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol-SP), defendeu que a PEC seja aprovada e promulgada antes das eleições de outubro.
‘“Nossa expectativa é votar [a PEC] no esforço concentrado e no plenário. Não estou falando só de CCJ. A nossa expectativa é de ter o fim da 6×1 promulgada pelo presidente Lula antes das eleições”, adiantou Boulos na saída da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.

