A subsecretária de Saúde Mental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Fernanda Falcomer, confirmou o segundo caso de internação involuntária no DF. O paciente é um idoso em situação de rua de 72 anos que é um usuário crônico de álcool. Ele foi resgatado durante uma ação do projeto consultório na rua, da SES-DF.
“A comunidade que fez a notícia para nós. Ele não estava oferecendo nenhum tipo de risco. Não estava agitado, mas é usuário crônico de álcool. Estava embaixo de uma árvore, uma situação de grave negligência, por isso foi acionado”, explicou.
Segundo Fernanda, o homem se encontrava em uma situação grave de negligência e necessitava de cuidados contínuos.
“Uma equipe do consultório na rua fez o resgate dele ontem [segunda-feira, 24/8] no fim da tarde. Ele entrou no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), depois foi para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Ele teve um agravamento do quadro porque é possível dar uma complicação por conta dessa desintoxicação que precisa fazer e está sob os cuidados também”, explicou.
“Ele não queria ir, mas estava tão debilitado que nem ofereceu resistência”, acrescentou.
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Acionamento do protocolo
O primeiro caso de internação humanizada compulsória ocorreu no último domingo (23/8), quando o protocolo foi aceito pela Secretaria de Saúde (SES-DF), após ser acionado pela Polícia Civil (PCDF), para um homem em situação de rua de 31 anos que tentou invadir uma das linhas do Metrô.
Anteriormente, a Secretaria de Segurança Pública do DF havia solicitado a internação do morador rua Celso Pinheiro, de 41 anos, que chutou uma criança na rua. O caso acabou não se tornando o primeiro de internação porque a Saúde entendeu que o homem não cumpria os requisitos do protocolo.

