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Recuperação extrajudicial não afeta indenização em Maceió, diz Braskem

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Recuperação extrajudicial não afeta indenização em Maceió, diz Braskem

De acordo com a Braskem, a recuperação extrajudicial (RE) não afetará o pagamento das indenizações e os compromissos assumidos em Maceió (AL) pela companhia.

Conforme comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta segunda-feira (24/8), o conselho de administração da petroquímica aprovou o pedido de RE da empresa.

Em novembro de 2025, a Braskem assinou um acordo com o governo de Alagoas para o pagamento de R$ 1,2 bilhão em indenizações pelos danos causados pelo afundamento do solo da capital alagoana. O problema foi resultado da extração inadequada de sal-gema. O montante será pago em parcelas até 2030.

Segundo nota enviada pela empresa ao Metrópoles, conforme o fato relevante divulgado ao mercado, a recuperação extrajudicial da Braskem possui um escopo limitado. Ele é “estritamente financeiro e não abrange quaisquer obrigações da companhia com seus fornecedores, clientes e demais stakeholders, as quais permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos”.

Desastre ambiental

Um dos maiores desastres ambientais do país, a extração de sal-gema em 35 minas subterrâneas provocou o afundamento de solo em diversas regiões de Maceió. O problema provocou tremores de terra, rachaduras em imóveis, fendas nas ruas e a evacuação de mais de 60 mil pessoas que moravam nos bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e Farol.

A atividade de mineração foi interrompida na região em maio de 2019. Ainda assim, em novembro de 2023, a prefeitura de Maceió decretou emergência por 180 dias por causa do “iminente colapso” da Mina 18. Ela de fato cedeu em menos de duas semanas, resultando em uma cratera de cerca de 300 metros de diâmetro.

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