Candidata à reeleição em 2026, a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) pediu à Justiça Eleitoral na quinta-feira (20/8) que abra um inquérito policial para apurar uma possível fraude de Pablo Marçal ao trocar o União Brasil pelo PRTB.
O pedido foi feito dentro de uma ação na qual a parlamentar paulista pede à ministra do TSE Estela Aranha que a candidatura de Marçal à Presidência da República seja impugnada pela Justiça Eleitoral.





A deputada Tabata Amaral
MICHAEL MELO/METRÓPOLES @michaelmeloPablo Marçal
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografoA deputada Tabata Amaral
MICHAEL MELO/METRÓPOLES @michaelmeloPablo Marçal
Kebec Nogueira/MetrópolesMarçal já é alvo de um pedido de impugnação feito pelo Ministério Público Eleitoral por ter sido condenado por uso indevido dos meios de comunicação na campanha eleitoral de 2024 à Prefeitura de São Paulo.
Tabata foi adversária de Marçal nessa eleição e travou embates com o ex-coach durante o pleito. O pedido da deputada ao TSE difere da ação do MPE justamente pelo pedido de abertura do inquérito policial.
Possível fraude
A parlamentar alega na ação, enviada , do TSE, que há indícios de possível fraude nos documentos utilizados pelo ex-coach para provar que trocou o União Brasil pelo PRTB dentro do prazo legal para concorrer nas eleições de 2026.
Tabata explica que a única prova de que Marçal se filiou à sua atual sigla na data-limite da Justiça Eleitoral é uma ficha de filiação unilateral, apresentada apenas no dia 10 de agosto, mais de quatro meses depois do prazo.
Na peça, a deputada do PSB ainda traz registros nas redes sociais que mostram Marçal atuando como filiado ao União Brasil após o prazo-limite do TSE para troca partidária. Ela também questiona a validade do documento do PRTB.
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“São claríssimos os indícios de que a tentativa de regularização retroativa da ficha física de filiação ao PRTB constitui fraude criada a posteriori para contornar a ausência de registro tempestivo no sistema FILIA. Prova disso está no próprio ajuizamento da ação de filiação partidária, ocorrido somente em 10.08.2026, mais de quatro meses após o encerramento do prazo de filiação, o que corrobora a tese de simulação e ‘urgência fabricada'”, afirma a deputada na ação.
Segundo o pedido, caso a PF constate a fraude, Marçal pode ter incorrido em diversos crimes, como falsidade ideológica eleitoral, falsificação de documento no contexto eleitoral e uso de documento falso e inserção de dados falsos em sistema de informações.
“Marçal não é candidato, é um problema jurídico se fazendo passar por candidato. Ele está inelegível até 2032 e há fortes indícios de irregularidade na filiação que apresentou. Por isso, recorri à Justiça e pedimos que a polícia investigue a possível falsidade desse documento. Quem quer ser presidente precisa respeitar as regras e as instituições. Marçal nunca respeitou regra nenhuma. Agora ele está fazendo o que sabe fazer de melhor: tumultuar”, afirmou à coluna a deputada.

