Rio de Janeiro e Brasília — Em comício neste sábado (22/8), o candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) afirmou que o crime organizado dominou o Palácio Guanabara e pediu votos para “salvar” estado.
A declaração foi dada durante um evento de campanha ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Estádio Moça Bonita, em Bangu, zona oeste da cidade. O ex-prefeito da capital fluminense disse que o “crime organizado sentou no Palácio Guanabara” e criticou governos anteriores.
“Com essa turma, o crime organizado sentou no Palácio Guanabara. Se não fosse a Polícia Federal brasileira entrar aqui e investigar a relação da política com o crime, quem seria meu adversário nessa eleição está preso. Tem nome e sobrenome. Rodrigo Bacelar era o candidato do PL, do Flávio Bolsonaro”, disse Paes.
O candidato defendeu que as diferenças sejam deixadas de lado e pregou união para “salvar o Rio de Janeiro”. “O Brasil não se salva se o Rio não se salvar”, afirmou.
Paes lidera a corrida ao Palácio Guanabara, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nessa sexta-feira (21/8). Segundo o levantamento, o ex-prefeito do Rio tem 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 19% do segundo colocado, o deputado estadual Douglas Ruas (PL).
O Datafolha ouviu 1.204 eleitores em 35 municípios do Rio de Janeiro, entre 18 e 21 de agosto. Margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos.
Leia também
Corrida ao Senado
Também participaram do evento os candidatos ao Senado na chapa Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD). Em discurso, a candidata do PT alertou para a importância da eleição para o legislativo e pediu votos para o Pedro Paulo, apesar das diferenças.
“São dois votos no estado do Rio de Janeiro. Compreendam isso. Qualquer outro nome que vocês possam votar que não seja dessa aliança nós poderemos amargar muito no futuro”, disse.
Ao Metrópoles, o candidato a deputado federal Marcelo Freixo (PT-RJ) defendeu o pragmatismo na eleição à Casa Alta. Questionado sobre o apoio da sigla a Pedro Paulo, o postulante afirmou que o voto no candidato que tiver mais chance de derrotar nomes da direita.
“Nós temos que ter consciência em relação ao Senado. Vai ser no Senado que a direita vai tentar dar golpe no Lula […] temos que eleger dois senadores para derrotar o [Marcelo] Crivella e o [Carlos] Jordy. O segundo candidato nosso será aquele que tiver chance de derrotar qualquer um da extrema direita”, disse.
De acordo com o Datafolha, Benedita lidera a disputa ao Senado com 15% das intenções de voto. Outros seis candidatos aparecem empatados tecnicamente. Uma parcela do campo de esquerda defende que o segundo voto à Casa Alta vá para a candidata do PSol, Mônica Benício.

