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Sargento é indiciado por feminicídio da capitã Michele Leão em BH

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Sargento é indiciado por feminicídio da capitã Michele Leão em BH

Belo Horizonte – O sargento da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Eduardo Abner Pereira de Oliveira foi indiciado por feminicídio majorado pela morte da capitã Michele Leão Azevedo, de 41 anos. A Polícia Civil de Minas Gerais informou nesta sexta-feira (21/8) que concluiu o inquérito instaurado para investigar a autoria, materialidade, motivação, dinâmica e circunstâncias da morte e encaminhou o procedimento à Justiça.

A investigação apontou que a morte da capitã, ocorrida em 20 de julho, em Belo Horizonte, foi um feminicídio. Eduardo, marido de Michele, está preso desde a época do crime e era investigado como principal suspeito. O caso ocorreu em uma cobertura no bairro Palmares, na região Nordeste da capital.

Causa da morte

A investigação apontou como causa da morte um politraumatismo contuso provocado por objetos contundentes. A capitã foi levada já sem vida pelo marido ao Hospital Metropolitano Odilon Behrens, onde médicos identificaram múltiplas lesões. Na ocasião, a polícia informou que Michele estava morta havia entre quatro e seis horas antes de chegar à unidade de saúde.

capitã Michele Leão
Polícia Civil concluiu investigação e enviou inquérito à Justiça nesta sexta; militar também foi indiciado por outros três crimes

Além do feminicídio majorado, Eduardo Abner foi indiciado por tráfico de drogas, fraude processual e lesão corporal contra Michele. A acusação de lesão corporal se refere a um episódio ocorrido quatro dias antes da morte, em 16 de julho, que também passou a integrar a investigação.

O sargento havia sido preso em flagrante após levar a esposa ao hospital. A prisão foi posteriormente convertida em preventiva pela Justiça.

Inquérito segue sob sigilo

Em nota, a Polícia Civil informou que outras informações não poderão ser divulgadas porque o procedimento tramita sob sigilo decretado pelo Poder Judiciário.

Com a conclusão do inquérito, caberá agora ao Ministério Público analisar o material produzido pela investigação e os indiciamentos apresentados pela Polícia Civil. O envio do inquérito não representa, por si só, uma condenação: eventuais acusações e a responsabilização criminal serão analisadas nas etapas seguintes do processo.

O caso começou a ser investigado após Michele dar entrada sem vida no hospital, em 20 de julho. Na época, a polícia informou que a quantidade e a gravidade das lesões encontradas no corpo da capitã chamaram a atenção dos investigadores e levaram à prisão do marido.

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