Candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) afirmou nesta sexta-feira (21/8) que pretende transformar o programa Desenvolve SP, uma linha de crédito voltada para pequenas empresas, em um banco para financiar a reindustrialização do estado.
“Eu quero ter um banco de desenvolvimento em São Paulo que atue na reindustrialização do Estado. Não estou falando de um banco comercial, não estou falando de um banco que vai oferecer capital de giro, não é disso que eu estou falando. Estou falando de um banco. Vai financiar a reindustrialização de São Paulo, com o fim da guerra fiscal, que já foi promovido pelo governo federal sob a minha administração no Ministério da Fazenda”, disse Haddad durante agenda em Mauá, na Grande São Paulo.
Além da criação do banco, Haddad afirmou que a reforma tributária, prevista para entrar em vigor em 2027, deve ajudar a trazer indústrias para o estado paulista.
Durante a manhã, o candidato ao governo de São Paulo visitou uma indústria de autopeças no mesmo município. Haddad disse ter ouvido que o principal demanda é a competição com fábricas chinesas e os benefícios fiscais do setor de carros elétricos.
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“O principal problema que a indústria está vivendo é a concorrência com a China. A China gozou de um benefício fiscal de carro elétrico, não só ela, mas ela que é a maior produtora de carro elétrico, que é a China hoje no mundo, ela teve uma vantagem muito grande com os carros elétricos, importando com importação zero. Isso foi corrigido, mas as autopeças ainda não foram”, afirmou.
Ex-ministro da Fazenda, Haddad disse esperar que o ambiente de negociações das tarifas deve melhorar após as eleições no Brasil e as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Nesta sexta, o presidente Lula e o presidente americano Donald Trump conversaram por telefone.
Nesta sexta, Haddad ainda cumpre outras agendas de campanha pelo ABC Paulista, como uma entrevista gravada e uma caminhada pelo centro de Diadema.

