O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que representa o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, comemorou nesta sexta-feira (21/8) a decisão do ministro do STF André Mendonça de determinar que a Polícia Federal investigue o vazamento de dados sigilosos relacionados ao empresário.
À coluna, Marco Aurélio disse celebrar a medida, mas lamentou os prejuízos provocados pela divulgação dos áudios, que, segundo ele, foram apresentados de maneira seletiva e fora de contexto.




Roberta Luchsinger, Fábio Lula (Lulinha) e Cleber Ribas
Arte/ MetrópolesFábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é suspeito de atuar para favorecer o Careca do INSS
ReproduçãoO empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha
Danilo M. Yoshioka/ Especial MetrópolesDe acordo com o advogado, a determinação do magistrado atendeu a um pedido da defesa para a instauração de inquéritos destinados a apurar os vazamentos e as circunstâncias em que as mensagens foram divulgadas.
“A gente reconhece, louva e aplaude a iniciativa do ministro André Mendonça de determinar a instauração de inquéritos para apurar esses vazamentos seletivos, criminosos e fora de contexto, de mensagens cuja autenticidade nem sequer temos condições de atestar, sobretudo porque a gente não conhece a cadeia de custódia da prova, não sabemos se ela está íntegra. Mas a gente lamenta, evidentemente, que os prejuízos pretendidos já estejam sendo, de alguma forma, experimentados, infelizmente. Espero que, no final, descubramos os verdadeiros responsáveis para que, pelo menos, a gente consiga evitar situações parecidas no futuro”, afirmou o advogado.
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O que aconteceu
A decisão de Mendonça determina a ampliação do inquérito que já apura vazamentos relacionados ao caso. Mendonça cita, entre outros episódios, duas reportagens do Metrópoles na coluna Tácio Lorran que revelaram informações sobre o possível envolvimento de Lulinha no caso.
O ministro determinou que a PF identifique quem tinha originalmente acesso ao material sigiloso e que pode tê-lo repassado à imprensa. Mendonça ressaltou, porém, que jornalistas não devem ser investigados e ordenou a preservação absoluta do sigilo das fontes.
Para Mendonça, existe “clareza solar” na relação entre o que foi divulgado recentemente e o objeto do inquérito instaurado pela PF em fevereiro deste ano para averiguar vazamentos ligados à Operação Sem Desconto, que investiga o esquema de fraudes no INSS.

