São Paulo concentra sozinho 29% dos celulares roubados ou furtados incluídos no banco nacional de aparelhos com restrição. São cerca de 870 mil telefones paulistas em um universo próximo de 3 milhões, segundo apurou a coluna.
A base está no coração de uma nova estratégia do governo federal para perseguir não apenas quem rouba celulares, mas também a cadeia que recebe e revende os aparelhos.
O Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR) é administrado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e reúne informações provenientes das polícias, de registros de ocorrência e do programa Celular Seguro.







Tela do aplicativo Celular Seguro
Pedro Iff/MetrópolesLula em lançamento do Programa Celular Seguro
Ricardo Stuckert/PRAplicativo Celular Seguro tenta combater furto e roubo de aparelhos
Pedro Iff/MetrópolesSeguro para celular já atinge 10 milhões de aparelhos no Brasil
Getty ImagesFoi esse cruzamento de informações que abasteceu a Operação Última Chamada, deflagrada nacionalmente e que teve nesta quarta-feira (19/8) seu “Dia D”. Dados atualizados no fim da tarde, ainda da quarta, mostram 6.801 celulares recuperados, além de 36.483 notificações enviadas a pessoas localizadas com aparelhos sob suspeita. Outros 1.260 telefones já haviam sido entregues às vítimas.
Leia também
Integração entre forças de segurança
O mecanismo funciona a partir da identificação do IMEI, espécie de identidade única do telefone. Uma vez registrado o roubo ou furto, o aparelho passa a integrar a base consultada pelas forças de segurança de diferentes estados.
Diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, Anchieta Nery explicou em coletiva de imprensa, realizada em Brasília (DF), que a mudança permite acompanhar nacionalmente a trajetória do aparelho. “Quando um celular é objeto de crime, ele entra nesse banco e passa a ser monitorado”, afirmou. Segundo ele, a integração entre as forças policiais foi determinante para chegar às milhares de recuperações registradas na operação.
A ofensiva dessa quarta-feira mobilizou 4.532 policiais, fiscalizou 366 pontos de venda irregular e cumpriu 53 mandados de busca. Também resultou em 149 prisões (102 em flagrante e 47 por mandados), 141 inquéritos instaurados, além de 404 termos circunstanciados.

