O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que os também presidenciáveis Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) vão se ausentar do primeiro debate, marcado para o próximo domingo (23/8), porque “têm muito a esconder”. A declaração foi feita durante agenda de campanha no Brás, na região central de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (20/8).
Caiado defendeu que a participação de candidatos em debates deveria ser obrigatória pela lei eleitoral, assim como é o voto para o eleitor.
“Você impõe ao eleitor que ele tem que votar. Só que os dois que estão disputando com maior percentual [de intenção de votos] têm medo de estarem presentes e amarelar num debate, que é o primeiro debate que nós teremos, na Band. Isso significa o quê? Que eles têm muito a esconder”, declarou.
Para o candidato, a partir da presença obrigatória de candidatos, o eleitor estaria mais apto a fazer a escolha de voto. “Porque, na verdade, o primeiro turno é aquela seleção de quem deve realmente chegar na condição de poder presidir o país”, afirmou.







Candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) durante evento em Brasília
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografoSTF, blusinhas e bets
Na agenda, Caiado também respondeu a imprensa sobre questões envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), a “taxa das blusinhas” e o vício em bets. O candidato defendeu, por exemplo, a investigação de ministros do STF que são suspeitos de cometer crimes.
“Toda pessoa, de qualquer poder, que tenha praticado um crime, deve ser punida. Se ele praticou o crime dentro do Supremo Tribunal Federal, ele também deveria ter uma ação do colegiado. E também o Senado Federal, pela população brasileira, tem essa prerrogativa que poderá exercê-lo”, argumentou.
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Questionado sobre a aplicação de impostos sobre a importação de produtos do varejo, conhecida como “taxa das blusinhas”, Caiado argumentou que os benefícios proporcionados à economia chinesa deveriam recair também o Brasil.
“Todo país tem a responsabilidade de fazer um sistema que proteja aquilo que gera emprego, que gera renda, para que o Estado possa crescer. Eu não vou crescer com o PIB da China. Eu vou crescer com o PIB brasileiro. É óbvio”, destacou.
Em seguida, o candidato comentou o problema das bets, que tem levado famílias brasileiras ao vício e a graves problemas financeiros, além de estar relacionado ao aumento dos casos de violência doméstica e feminicídio, como mostraram estudos recentes.
“Além de ser uma doença que está no Código Internacional de Doenças. É uma ludopatia. As pessoas têm a mesma dependência do jogo que tem de cocaína. Então, isso não pode ser de forma tão extensiva como está sendo colocada aí o que tem. Realmente, [precisa de] um regramento duro para que isso não continue”, apontou.

