Últimas

"Um mês da mentira", declara Chiqui Tapia um mês após vice na Copa

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
"Um mês da mentira", declara Chiqui Tapia um mês após vice na Copa

Um mês após a derrota na final da Copa do Mundo de 2026, o presidente da Federação Argentina de Futebol (AFA), Chiqui Tapia, usou as redes sociais para se pronunciar sobre a partida contra a Espanha. No texto, o dirigente criticou uma suposta “operação midiática” contra a seleção e rebateu acusações de que os jogadores teriam se entregado durante a partida.

Veja o post: 


Um mês da mentira, da armação e de uma campanha miserável para instalar a ideia de que esta Seleção tinha se entregado. E o mais impressionante é que, depois de um mês, ninguém pediu desculpas. Ninguém veio a público dizer: “Nós nos equivocamos”. Ninguém teve a honestidade, a dignidade ou simplesmente os culhões para assumir a responsabilidade.

Porque errar pode acontecer. O que não pode acontecer é mentir, criar uma narrativa, alimentar uma suspeita durante dias e, quando o tempo demonstra que tudo era fumaça, se esconder e fingir que nada aconteceu. Enquanto os nossos jogadores davam tudo dentro de campo, alguns do lado de fora faziam exatamente o contrário: semeavam o ódio, dividiam, sujavam e buscavam destruir a imagem de uma Seleção que conquistou o respeito de milhões.

A todos eles: assumam a responsabilidade. Não basta ficar calado. Não basta esperar o tempo passar. Não basta mudar de assunto e fingir que nunca disseram nada.

E embora agora queiram evitar os comentários, as cobranças ou os reproches do público por todas as mentiras que disseram, não vão conseguir apagar o que fizeram. Porque há palavras que têm consequências e acusações que deixam marcas.

De chamar os jogadores da Seleção de traidores não se volta. Não se volta de colocar sob suspeita aqueles que defenderam esta camisa. Não se volta de acusá-los de terem se entregado. E muito menos se volta de fazer isso sem uma única prova para, depois, quando a mentira fica exposta, escolher o silêncio.

Pediram explicações quando não tinham uma única prova. Apontaram o dedo para jogadores que estavam dando a vida. Alimentaram uma mentira e a instalaram como verdade. Agora deem vocês as explicações. Porque a grandeza também está em reconhecer um erro. E quando se acusa, se mente e se machuca publicamente aqueles que deram tudo por esta camisa, pedir desculpas não é um favor. É uma obrigação.

E há algo mais: como vocês voltam para casa depois de terem feito tudo isso? Como olham nos olhos de seus filhos e lhes falam de honestidade, de respeito, de dignidade? Como lhes ensinam que há valores que devem ser defendidos, se quando tiveram a oportunidade de fazê-lo escolheram mentir, apontar o dedo e se esconder?

Valores não se negociam. Passou-se um mês e ainda não ouvimos um pedido de desculpas. Enquanto isso, os jogadores, a comissão técnica e todos os colaboradores seguem de cabeça erguida.

Porque eles sabem o que fizeram naquele dia. Sabem o quanto deram naquele campo. E sabem que, quando a final terminou, não deviam nada a ninguém.

Os que deram a alma não têm nada a explicar. Os que mentiram, sim.


“Um mês da mentira”, declara Chiqui Tapia um mês após vice na Copa - destaque galeria
5 imagens
Chiqui Tapia, presidente da AFA.
Chiqui Tapia, presidente da Associação de Futebol Argentino
Chiqui Tapia, presidente da Associação de Futebol Argentino
Presidente da AFA, Chiqui Tapia.
Metrópoles
Gianni Infantino, presidente da Fifa, ao lado de Chiqui Tapia
1 de 5

Gianni Infantino, presidente da Fifa, ao lado de Chiqui Tapia

Chris Brunskill/Fantasista/Getty Images
Chiqui Tapia, presidente da AFA.
2 de 5

Chiqui Tapia, presidente da AFA.

Hector Vivas - FIFA/FIFA via Getty Images
Chiqui Tapia, presidente da Associação de Futebol Argentino
3 de 5

Chiqui Tapia, presidente da Associação de Futebol Argentino

Tomas Cuesta/picture alliance via Getty Images
Chiqui Tapia, presidente da Associação de Futebol Argentino
4 de 5

Chiqui Tapia, presidente da Associação de Futebol Argentino

Tomas Cuesta/picture alliance via Getty Images
Presidente da AFA, Chiqui Tapia.
5 de 5

Presidente da AFA, Chiqui Tapia.

Marcelo Endelli/Getty Images

Depois da derrota para a Espanha na final da Copa do Mundo, diversos torcedores tomaram as redes sociais para afirmar que o título já estava comprado para os espanhóis. Muitos disseram que a delegação da Argentina já sabia disso antes mesmo da partida.

Um dos grandes motivos para isso foi o questionamento sobre as decisões do árbitro que apitou a partida, o esloveno Slavko Vincic. Uma petição chegou a ser assinada por torcedores para solicitar a Fifa que anulasse a partida.

Ainda sobre o tópico, quem também se pronunciou à época foi Rodrigo de Paul. O líder do elenco argentino afirmou que as teorias criadas pelos torcedores os irritavam.

“Hoje vejo quantas pessoas esperavam por essa queda, espalhando durante toda a Copa do Mundo teorias da conspiração sem fundamento para aliviar a dor de não poder viver o que todos nós, argentinos, estávamos vivendo”, disse.

Sem citar adversários ou veículos de imprensa, De Paul afirmou que parte das críticas ganhou força durante o Mundial como uma tentativa de colocar em dúvida os méritos da campanha argentina. Para o volante, a derrota na decisão apenas deu espaço para que esses discursos voltassem à tona.

"Um mês da mentira", declara Chiqui Tapia um mês após vice na Copa — Radar Olhar Aguçado | Radar Olhar Aguçado