A delegada Ingrid Priotto, responsável pela investigação do grave acidente que deixou 23 pessoas mortas em Ipiranga, nos Campos Gerais do Paraná, afirmou que a remoção dos corpos das vítimas “foi difícil”. A colisão entre uma carreta e um micro-ônibus da Secretaria de Saúde de Imbituva (PR), aconteceu no km 209, da BR-373, na madrugada desta quarta-feira (19/8) e deixou 23 mortos.
“É uma situação trágica, em razão do número de mortes, crianças como vítimas. A remoção dos corpos foi difícil. Foi uma tragédia na região. Ainda não temos as idades confirmadas”, disse a investigadora.
Veja o vídeo:
De acordo com as forças de segurança do estado, até o momento as vítimas foram classificadas em 13 mulheres, oito homens – incluindo o motorista da carreta – e duas crianças. Cinco pessoas sobreviveram e foram encaminhadas para atendimento médico em hospitais da região.





Acidente entre ônibus e carreta deixa 21 mortos no Paraná
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Polícia aguarda laudos
De acordo com a delegada, a Polícia Civil aguarda o resultado dos laudos para esclarecer as causas e a motivação do acidente.
“A Polícia Civil está no local do sinistro desde a madrugada, por volta das 5h. Acompanhamos os trabalhos periciais para apurar as causas e a motivação. Vamos iniciar a investigação para apurar as circunstâncias. Preliminarmente, o caminhão invadiu a faixa contrária e acabou colidindo frontalmente com o ônibus da Saúde”, explicou Ingrid.
Identificação dos corpos
A Polícia Científica do Paraná (PCP-PR) informou que as 23 vítimas que morreram após um acidente entre um micro-ônibus e uma carreta no município de Ipiranga (PR) serão encaminhadas e identificadas na Unidade de Execução Técnico-Científica (UETC) de Ponta Grossa (PR).
Para este caso, a polícia científica acionou o DVI (Disaster Victim Identification, ou Identificação de Vítimas em Desastres), protocolo internacional da Interpol para identificar corpos de forma rápida, segura e técnica após acidentes graves. Uma das etapas deste processo inclui o transporte dos corpos para um centro de perícia.
Após a conclusão dos procedimentos necessários no local, todos os corpos serão encaminhados à UETC de Ponta Grossa, onde peritos devem reconhecer as vítimas com base na coleta de informações cruzadas com identificação biométrica. O tempo de conclusão pode variar conforme o método usado em cada caso.
“A Polícia Científica somente confirmará oficialmente as mortes e as respectivas identidades após a conclusão segura dos procedimentos de identificação e a devida comunicação à autoridade policial e às famílias das vítimas”, detalhou.
Quanto às orientações sobre a liberação dos corpos das vítimas, familiares podem procurar apoio da UETC de Ponta Grossa, por meio dos telefones (42) 99905-9533 e (42) 3309-0300.

