Últimas

"Isso não se torna derrota", diz pai de siamesas mortas após separação

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
"Isso não se torna derrota", diz pai de siamesas mortas após separação

O pai das gêmeas siamesas Heloísa e Helena, de 2 anos, que nasceram unidas pela cabeça e morreram depois de passarem pela cirurgia final de separação no último fim de semana em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, agradeceu o acolhimento por parte dos médicos e disse não ver a perda das filhas como uma derrota da equipe do hospital.

“Eu queria que vocês, doutores, continuassem com a força e a fé que vocês têm. Cada criança que vocês perdem é uma derrota, cada criança que vocês conseguem salvar é uma vitória. Eu tenho certeza que vocês têm muito mais vitórias do que derrotas, isso não se torna derrota”, declarou Amarildo Batista da Silva em um vídeo enviado aos profissionais, ao qual o Metrópoles teve acesso.

De acordo com o hospital, as duas crianças morreram após cerca de 15 horas de cirurgia. O procedimento envolveu mais de 50 profissionais da equipe médica e era considerado a etapa final de separação, após as gêmeas terem passado por outros quatro procedimentos cirúrgicos.

“Isso não se torna derrota”, diz pai de siamesas mortas após separação - destaque galeria
8 imagens
A cirurgia deste sábado é a quarta pela qual as irmãs passaram
Gêmeas siamesas passam por 4ª cirurgia antes de separação definitiva
Cirurgia realizada neste sábado nas gêmeas Heloísa e Helena
Cirurgia realizada neste sábado nas gêmeas Heloísa e Helena
Neste sábado (21/3), as gêmeas siamesas Heloísa e Helena, acompanhadas pelo HCFMRPUSP desde o nascimento, vão passar pela última cirurgia antes da separação efetiva dos corpos
Metrópoles
Em azul, as duas bolsas expansoras de pele que foram instaladas neste sábado nas gêmeas siamesas Heloísa e Helena
1 de 8

Em azul, as duas bolsas expansoras de pele que foram instaladas neste sábado nas gêmeas siamesas Heloísa e Helena

Material cedido ao Metrópoles
A cirurgia deste sábado é a quarta pela qual as irmãs passaram
2 de 8

A cirurgia deste sábado é a quarta pela qual as irmãs passaram

Material cedido ao Metrópoles
Gêmeas siamesas passam por 4ª cirurgia antes de separação definitiva
3 de 8

Gêmeas siamesas passam por 4ª cirurgia antes de separação definitiva

Material cedido ao Metrópoles
Cirurgia realizada neste sábado nas gêmeas Heloísa e Helena
4 de 8

Cirurgia realizada neste sábado nas gêmeas Heloísa e Helena

Material cedido ao Metrópoles
Cirurgia realizada neste sábado nas gêmeas Heloísa e Helena
5 de 8

Cirurgia realizada neste sábado nas gêmeas Heloísa e Helena

Material cedido ao Metrópoles
Neste sábado (21/3), as gêmeas siamesas Heloísa e Helena, acompanhadas pelo HCFMRPUSP desde o nascimento, vão passar pela última cirurgia antes da separação efetiva dos corpos
6 de 8

Neste sábado (21/3), as gêmeas siamesas Heloísa e Helena, acompanhadas pelo HCFMRPUSP desde o nascimento, vão passar pela última cirurgia antes da separação efetiva dos corpos

Material cedido ao Metrópoles
A incidência dos gêmeos siameses craniópagos é de 1 caso para cada 2,5 milhões de nascimentos
7 de 8

A incidência dos gêmeos siameses craniópagos é de 1 caso para cada 2,5 milhões de nascimentos

Material cedido ao Metrópoles
As meninas, com 2 anos, são unidas pela cabeça
8 de 8

As meninas, com 2 anos, são unidas pela cabeça

Material cedido ao Metrópoles

Ainda segundo o HC Ribeirão, os corpos de Heloísa e Helena seguiram para a cidade natal da família, em São José dos Campos, onde também ocorreu o sepultamento nesse domingo (16/8). A Prefeitura de São José arcou com os custos do funeral.

A última cirurgia das crianças ocorreu em março deste ano, para instalação de bolsas expansoras de pele pela equipe de cirurgia plástica, e durou cerca de 6 horas. O caso era conduzido pelas equipes de Neurocirurgia Pediátrica e Cirurgia Plástica do HC.

A história das gêmeas siamesas

  • As gêmeas Heloísa e Helena nasceram em 2024 unidas pela cabeça. O caso é considerado raro, de 1 para cada 2,5 milhões de nascimentos
  • Para a separação completa, a equipe do HC previu a necessidade de cinco cirurgias espaçadas de 2 a 3 meses. Em cada etapa, uma janela óssea de um quarto do crânio era aberta para acesso e separação dos vasos encontrados.
  •  Em seguida, a janela era fechada novamente e foram aguardados 2 a 3 meses para os cérebros se recuperarem.
  • O processo se repetiu até dar a volta completa no crânio, quando todos os vasos estavam finalmente separados e os cérebros independentes anatomicamente.
  • O tratamento é considerado de alto custo, mas era bancado integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sem nenhum custo à família.
  • O HC de Ribeirão é referência no tratamento de craniópagos, já tendo separado dois casos anteriores.
"Isso não se torna derrota", diz pai de siamesas mortas após separação — Radar Olhar Aguçado | Radar Olhar Aguçado