O empresário Ivo Kos, de 48 anos, que agrediu a esposa na madrugada do último sábado (15/8) na calçada da casa onde moravam (veja abaixo) em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, tornou-se réu na Justiça e deverá responder pelos crimes de lesão corporal contra mulher e ameaça em uma denúncia aceita nessa terça-feira (18/8).
Oferecida pela promotora de Justiça Fabíola Sucasas e acatada pela Vara do Foro Central de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, o pedido ainda negou a solicitação da defesa do empresário para conversão da prisão preventiva em domiciliar.
A juíza Carla Balestreri também concedeu “medidas protetivas de urgência consistentes no retorno à residência em que ela morava com o agressor”, a restituição de bens pessoais e do veículo de sua propriedade. Ivo Kos não poderá manter contato com Giullia Falcão por “qualquer meio de comunicação ou via terceiros” e deverá manter uma distância mínima de 300 metros dela, de sua residência, local de trabalhares e familiares.
Agressão à esposa
Ivo Kos, empresário do ramo financeiro na Faria Lima foi sócio-fundador da securitizadora Virgo. Ele foi preso em flagrante por violência doméstica após espancar a esposa, a dentista Giullia Falcão Kos, de 27 anos, que ficou com o rosto desfigurado.




Giullia Kos expôs a agressão do marido nas redes sociais
@dragiufalcaokos/Instagram/ReproduçãoGiullia Kos acusa o marido, Ivo Kos, de agredi-la
@dragiufalcaokos/Instagram/ReproduçãoIvo Kos é um executivo do mercado financeiro. Ele foi preso em flagrante
@ivo.kos/Instagram/ReproduçãoAo Metrópoles, Giullia contou que Ivo começou a agredi-la ainda dentro do carro, após jantarem com outro casal. Já na rua da casa onde moravam, a dentista chegou a ligar para a polícia, mas o agressor pegou seu celular e finalizou a ligação antes que ela pedisse socorro. Foi quando a mulher saiu do carro e correu na rua, pedindo ajuda.
Leia também
Nesse momento, segundo Giullia, dois seguranças presenciaram a cena, mas, ao invés de ajudá-la, um deles auxiliou Ivo a colocá-la à força dentro de casa. “Eu chorava, implorava por socorro, e eles simplesmente não me ajudavam, como se eles não pudessem fazer nada porque quem pagava [o salário deles] não era eu, era o meu marido”, afirmou a dentista, citando que os serviços de segurança eram pagos por Ivo”.
Apesar disso, o segurança em questão ainda não foi ouvido pela Polícia Civil e não é investigado por ter ajudado o agressor no momento dos fatos, segundo informações confirmadas pela Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP).

