A defesa do policial civil Rafael Juergen Shult, foragido após sequestrar um criminoso na zona leste da capital paulista, aguarda o resultado de um habeas corpus, por meio do qual pretende “evitar” a prisão do cliente. O agente de 2ª classe teve a prisão decretada pela Justiça, assim como um comparsa que o auxiliou, no dia seguinte ao rapto (13/8) — flagrado por uma câmera de monitoramento.
À coluna, a banca de advocacia Aredes Macedo & Mattuella, afirmou que, no HC, demonstra à Justiça a “desnecessidade da medida cautelar prisional”. No mesmo pedido, também revelam a identidade do homem raptado e colocado na falsa viatura, no último dia 12.







Agente à ápoca do Denarc entra e sai de bar com mochila chei de dinheiro
ReproduçãoÀ Corregedoria, ele afirmou em depoimento que notas eram cenográficas
ReproduçãoPolicial civil também é investigado por sequestro de suposto traficante
Reprodução“Como até o momento, não tivemos acesso à decisão que teria fundamentado eventual decretação da prisão, justamente em razão da limitações de acesso aos autos, o desembargador relator determinou que o juízo apresentasse, no prazo de 48 horas, as razões e os fundamentos que embasaram a decisão”, diz trecho de nota.
O prazo exigido vence no fim da tarde desta quarta-feira (19/8), quando a Justiça pode revogar o pedido de prisão, ou mantê-lo — afirmou o advogado Nicholai Matuella.
Enquanto isso, equipes da Corregedoria da Polícia Civil tentam cumprir o mandado de prisão expedido contra Rafael.
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Policial há 10 anos
Rafael Juergen Shult ingressou na Polícia Civil paulista em 15 de setembro de 2015. Atualmente ele é agente policial de 2ª classe, lotado no 78º DP (Jardins), com salário bruto de R$ 7.264,92, segundo o portal da transparência do governo de São Paulo.
Além do rapto do suposto traficante, na semana passada, o agente é investigado pelo envolvimento em outros casos semelhantes — nos quais a falsa viatura registrada em seu nome foi flagrada em vídeos, feitos com moradores da zona leste e oeste de São Paulo.
Em um dos casos, ele teria ajudado a raptar um comerciante, a mulher dele, um bebê de colo e o enteado da vítima, de apenas 8 anos.
Após libertar as vítimas, o policial passou a exigir o pagamento de R$ 100 mil, como constam em mensagens de WhatsApp, obtidas pela coluna. O valor não foi pago e o comerciante fugiu com a família do bairro onde morava, temendo ser morto.

