O Partido Liberal (PL) é a legenda com o maior número de candidatos as duas casas do Congresso Nacional nas eleições de 2026. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o partido registrou 568 candidaturas, sendo 535 para deputado federal e 33 para senador.
Os números fazem parte da base de candidaturas divulgada pela Justiça Eleitoral e ainda podem sofrer alterações durante a análise dos registros.
A ofensiva eleitoral está alinhada à estratégia do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, de transformar o partido na principal força do Congresso a partir de 2027.
A ofensiva ocorre em uma eleição considerada especialmente importante para a composição da Casa. Em 2026, serão escolhidos 54 dos 81 senadores, dois por cada unidade da Federação.
Nesse cenário, os 568 candidatos do PL expõe a estratégia da legenda para ampliar presença nas duas Casas e chegar a 2027 com força suficiente para influenciar a agenda do Legislativo, disputar o comando das comissões e participar das principais decisões políticas do país.
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Os partidos que mais lançaram candidatos ao Congresso:
- PL: 568 (535 para deputado federal e 33 para senador)
- Novo: 520 (505 para deputado federal e 15 para senador)
- MDB: 481 (462 para deputado federal e 19 para senador)
- PDT: 479 (471 para deputado federal e 8 para senador)
- Republicanos: 477 (465 para deputado federal e 12 para senador)



Sessão solene do Congresso Nacional destinada à inauguração da 4ª Sessão Legislativa Ordinária da 57ª Legislatura
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoA estratégia do partido também passa pelo Senado. Valdemar afirmou que a legenda poderia eleger 20 novos senadores. Como o PL já conta com oito senadores que não precisarão disputar a eleição deste ano, a projeção levaria a bancada a 28 integrantes a partir de 2027.
O tamanho da bancada tem impacto financeiro. O PL é o partido que receberá a maior parcela do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o Fundão, em 2026, com cerca de R$ 881,6 milhões. A distribuição considera, entre outros critérios, o número de deputados e senadores que cada legenda possui, além da votação obtida para a Câmara na eleição anterior.
O interesse do PL pelo Senado tem ainda um componente institucional. A Constituição estabelece que cabe privativamente à Casa processar e julgar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes de responsabilidade, discurso defendido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A possibilidade de usar essa força para avançar processos de impeachment de ministros do Supremo é defendida por integrantes da direita e aparece entre as pautas associadas à estratégia do PL para a próxima legislatura.
O partido já tem até mesmo um pré-candidato à presidência do Senado, o senador Rogério Marinho (PL-RN).
No entanto, mesmo que a sigla comece 2027 com 28 senadores, ainda será necessário formar alianças com outros partidos para controlar o Senado.
Cenário na Câmara
Na Câmara, a legenda chegou a projetar a eleição de 115 deputados federais, número que superaria o recorde histórico de uma bancada na Casa desde a redemocratização.
A estimativa, no entanto, foi reduzida ao longo do ano. Mais recentemente, Valdemar passou a trabalhar com uma bancada entre 105 e 110 deputados.
A meta ainda representa um crescimento significativo em relação à atual composição da Câmara e daria ao PL uma posição central nas negociações sobre a formação de maiorias e a distribuição dos principais espaços do Legislativo.
Na eleição de 2022, o PL conquistou 99 cadeiras na Câmara dos Deputados e tornou-se o partido com mais deputados.

