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Tarcísio diz que "não vai tolerar" desvios nas instituições de polícia

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Tarcísio diz que "não vai tolerar" desvios nas instituições de polícia

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse, nesta terça-feira (18/8), que “não vai tolerar” desvios nas instituições de polícia. “A gente sabe que é muito importante combater o crime, às vezes, dentro da polícia, porque você encontra desvio de conduta, desvio de instituição. E a gente vai se repreender duro”, afirmou.

A fala ocorreu durante sabatina do candidato à reeleição no programa de TV Balanço Geral, da Record. Na ocasião, Tarcísio defende projetos de transparência e integração entre a Corregedoria Geral da Polícia Civil e a Controladoria Geral do Estado:

“A atuação da Corregedoria é fundamental. A gente tem uma Controladoria que estabeleceu um programa de metas. A gente tem um grande pacote anticorrupção do Estado de São Paulo”, disse. “Essas metas estão sendo utilizadas em termos de fortalecimento de normas, de procedimentos, estruturas de denúncias. A gente estruturou a Controladoria com o braço de controle interno, com o braço de correção, com o braço de ouvidoria, e essa estrutura hoje está funcionando já, dando resultado para o Estado, buscando as melhores práticas”, detalhou Tarcísio.

Neste ano, por exemplo, a gestão foi marcada pela saída do coronel José Augusto Coutinho do comando da Polícia Militar (PM) do estado. O agente foi citado em uma investigação da Corregedoria da corporação sobre a atuação de agentes da corporação como seguranças de supostos integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) ligados à empresa de ônibus Transwolff. Em seguida, a coronel Glauce Anselmo Cavalli substituiu Coutinho, que foi para a reserva da instituição.

Na sabatina, Tarcísio falou sobre bandeiras do próprio plano de governo, como a criação do Pacto pela Matemática como estratégia na Educação. Também destacou que pretende intensificar programas de moradia com oferta de imóveis para que “as pessoas que trabalham no centro [da capital paulista] morem no centro”.

Questionado sobre a Cracolândia, que passou em maio de 2025 por uma dispersão marcada por repressão policial, Tarcísio alegou nesta terça que foi feita uma “aliança de políticas públicas” no local, sobretudo de saúde.

“Agente acredita na cura das pessoas. A gente precisava dar autonomia para elas. Quando a pessoa sai da recuperação, daquela fase aguda, ela vai para a casa da terapêutica e lá ela vai conquistando autonomia”, argumentou Tarcísio. “Fizemos um grande banco de dados para entender, para chamar pelo nome, cada uma daquelas pessoas. A gente sabe para onde elas foram, o que elas fizeram”, acrescentou o governador.

A dispersão dos usuários, no entanto, tem desafiado o atendimento de ONGs a dependentes químicos em São Paulo. Embora o Tarcísio atribua a solução do problema a ações conjuntas de segurança e assistência social, uma reportagem do Metrópoles mostrou, em junho deste ano, que a cena aberta não havia sumido — mas, sim, se espalhado. Dossiê da Cracolândia mostrou que a dispersão foi marcada por abusos policiais, ações higienistas e internações em massa.

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