Candidato ao governo do Rio em 2026, o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) forçou a saída da major da PM Elaine Gonçalves (Democrata) de sua vice, nos últimos dias, após alertas de sua equipe de inteligência.
Segundo apurou a coluna, Garotinho foi alertado sobre ligações da policial militar com o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), que está preso por ordem do STF por suposta ligação com facções criminosas.




O ex-governador do Rio Anthony Garotinho
Reprodução/Internet.Anthony Garotinho
Divulgação/Facebook Anthony GarotinhoO ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho
DivulgaçãoAuxiliares de Garotinho descobriram que a major é sócia do advogado Fabio Picanço na empresa “Cromus Segurança e Vigilância Patrimonial LTDA”. Picanço, segundo aliados do ex-governador, seria ligado a Bacellar.
O próprio Garotinho também tem uma relação conflituosa com o advogado. Em depoimento à CPI do Crime Organizado do Senado em 2025, ele citou Picanço como integrante de um esquema de corrupção no Rio.
O esquema, segundo o ex-governador, previa o desvio de verbas públicas por meio da concessão de incentivos fiscais e envolveria a Secretaria de Fazenda, a AgeRio e a Companhia de Desenvolvimento Industrial (Codin).
À época do depoimento, a Codin era presidida por Picanço. A coluna tentou contato com o advogado, mas não conseguiu. O espaço segue aberto para eventuais manifestações dele sobre o assunto.
A conversa de Garotinho com a vice
A coluna apurou que Garotinho confrontou a major da PM sobre a informação da sociedade com Picanço e a relação com Bacellar durante uma conversa no fim de semana em um hotel na cidade do Rio de Janeiro.
Na conversa, de acordo com aliados do ex-governador, ele afirmou a Elaine que, diante dos fatos, restava a militar pedia para deixar a chapa. Do contrário, o próprio Garotinho anunciaria a saída dela.
A major, então, escolheu a primeira opção e gravou um vídeo anunciando que estava deixando a disputa por motivos pessoais. Ela informou ainda que retornaria às atividades na Polícia Militar do Rio de Janeiro.
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Em nota, a equipe da major afirmou que a empresa de segurança da qual é sócia com Fabio Picanço “nunca recebeu qualquer incentivo fiscal, participou de licitações ou prestou serviços ao poder público”.
A policial militar afirmou ainda, na nota, que atividades particulares de seus sócios na empresa não têm relação com a empresa, nem geraram benefícios ou favorecimentos.
Para o lugar da major, Garotinho escolheu como novo companheiro de chapa o ex-integrante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) André Monteiro (Democrata).

