O presidenciável e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou, nesta terça-feira (18/8), que tanto o atual presidente Lula (PT) como o ex-senador Flávio Bolsonaro (PL), os principais adversários dele no pleito, não têm base política para aprovar reformas no Congresso.
“Qualquer governo entre os dois não tem maioria para poder construir reformas no Congresso”, disse Caiado durante apresentação do seu plano de governo para a área da Saúde, na sede do PSD, em São Paulo.
Apoiado na carreira de medicina, o tema é uma das principais bandeiras do ex-governador. Com defesa da ciência, da vacinação e de uma modernização tecnológica do Sistema Único de Saúde (SUS), o desenvolvimento do plano de Caiado para a saúde teve participação do médico Luiz Henrique Mandetta (União Brasil), ex-ministro da pasta no governo de Jair Bolsonaro (PL), que ficou conhecido por sua atuação durante a pandemia de Covid-19.
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Questionado a respeito de falas negacionistas de políticos, como a repercussão de teorias antivacinas feita pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL), no início deste mês, Caiado afirmou que essa postura “custou a eleição de 2022”, fazendo referência à derrota de Bolsonaro na ocasião.
“Eu enfrento todos que acham que o achismo prevalece sobre a ciência. Posso dizer que sou o primeiro e único a tomar uma atitude, não só de implantar naquele momento [pandemia] uma segurança às pessoas que vivem em Goiás, como também dispersar toda e qualquer ação de tentar intimidar as ações do governo”, disse Caiado.
Entre outras medidas, o ex-governador pretende implantar monitoramento de doenças por telemedicina e enfrentar o subfinanciamento da saúde, além de criar um painel nacional de eficiência do SUS e um prontuário eletrônico integrado.

