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"Fomos pegos de surpresa", diz chefe do União-SP sobre saída de Marçal

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
"Fomos pegos de surpresa", diz chefe do União-SP sobre saída de Marçal

O presidente do União Brasil em São Paulo, Milton Leite, afirmou que o partido foi pego de surpresa com o retorno de Pablo Marçal ao PRTB. A decisão ocorreu após o influenciador obter uma liminar que restabeleceu, de forma retroativa, sua filiação à antiga legenda, permitindo que ele registrasse a candidatura à Presidência da República, mesmo estando inelegível ate 2032, após decisões da Justiça Eleitoral relacionadas à campanha de 2024.

Marçal se filiou ao União em março deste ano. A legenda vinha trabalhando com seu corpo de advogados no caso de Marçal, na expectativa de reverter sua situação jurídica e restabelecer seu direito de disputar a eleição. A legenda trabalhava com a possibilidade de o ex-coach sair como candidato a deputado federal ou deputado estadual, sendo tratado como um puxador de votos.

“Estamos respeitando a decisão dele. Fui pego totalmente de surpresa. Se é a vontade dele, por quer vamos questionar? Seria um bom puxador de votos, tinha espaço para trabalhar com a gente, acreditamos nisso. Não sei o que vai acontecer. Vamos aguardar”, afirmou Milton Leite à coluna.

O evento de filiação de Marçal ao União contou com grande produção e mobilizou a base ligada à família Leite na capital. O evento teve a presença dos presidentes nacionais do União Brasil, Antonio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, e de diversos quadros da federação União-PP em São Paulo (foto em destaque).

A cerimônia foi marcada por um pedido público de desculpas de Marçal ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e ao prefeito Ricardo Nunes (MDB), com quem o empresário teve diversos atritos ao longo da campanha para a prefeitura da capital em 2024.

“Uma noite memorável. O União Brasil deu um passo importantíssimo na construção do melhor projeto político para 2026: a filiação de Pablo Marçal. Marçal chega com humildade e vontade. E está sendo recebido por nós com muita alegria. Somos do diálogo, do respeito e da liberdade”, escreveu Milton Leite nas redes sociais no dia 7 de março.

União ainda trabalhava pela elegibilidade

Milton Leite afirmou que os advogados do partido haviam apresentado nos últimos dias um pedido de efeito suspensivo para devolver, ao menos temporariamente, elegibilidade a Marçal. “Somos legalistas. Orientamos os advogados para entrar com pedido de efeito suspensivo. Está na mesa do do presidente do TRE (Tribunal Regional Eleitoral)”, disse o dirigente.

Em uma reviravolta na corrida presidencial, Marçal registrou neste sábado (15/8) candidatura à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O registro ocorreu após uma decisão liminar da Justiça Eleitoral que autorizou a filiação provisória de Marçal ao Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB).

Para isso, o presidente nacional da sigla, Leonardo Avalanche, apresentou renúncia da chapa formada por ele e Dalma Regina, candidata a vice-presidente, para as eleições de 2026. Na sequência, indicou como substituto Pablo Marçal. A decisão foi tomada em reunião do partido em Brasília, realizada horas antes do prazo final para o registro de candidatura.

Pela legislação eleitoral, para disputar uma eleição, o candidato precisa estar filiado ao partido pelo qual pretende concorrer pelo menos seis meses antes da votação. Neste ano, o prazo terminou em 4 de abril. A liminar obtida por Marçal tem efeito retroativo exatamente até essa data, o que lhe permitiu registrar a candidatura.

Marçal afirma que sua filiação ao PRTB foi aprovada pela direção nacional em abril. O registro, porém, não teria sido incluído no sistema da Justiça Eleitoral. A defesa atribui o atraso a disputas internas no partido, que teriam dificultado o acesso ao sistema usado para registrar as filiações.

A liminar deste sábado (15/8) permite que o Marçal avance no processo de candidatura enquanto a Justiça analisa se a filiação, registrada retroativamente, atende aos requisitos legais.


Entenda por que Pablo Marçal está inelegível

  • O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo ( TRE-SP) manteve, por unanimidade, a inelegibilidade de Pablo Marçal por oito anos, contados a partir das eleições de 2024. Com isso, a punição vale até 2032.
  • Uma das condenações está relacionada ao uso indevido de redes sociais durante a campanha de 2024 para a Prefeitura de São Paulo.
  • Segundo a Justiça Eleitoral, Marçal promoveu campeonatos para incentivar a produção e a divulgação de cortes de vídeos de sua campanha nas redes sociais. A prática foi considerada irregular e resultou em condenação.
  • Além da inelegibilidade, Marçal teve mantida uma multa de R$ 420 mil por descumprimento de uma ordem judicial.
  • Em julho deste ano, Marçal também foi condenado pela terceira vez pela Justiça Eleitoral em processos relacionados à eleição municipal de 2024.
  • A decisão mais recente foi tomada pelo TRE-SP, mas Marçal ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Portanto, a situação pode ser novamente analisada pela Justiça Eleitoral.
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