O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez nesta segunda-feira (17/8) uma defesa da soberania brasileira diante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e criticou países que, segundo ele, tentam “tutelar” decisões do Brasil.
O senador disse que o Congresso é um aliado do governo no tema, em discurso durante agenda em Oiapoque, no Amapá.
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Alcolumbre acompanhou Lula em visita ao navio-sonda da Petrobras que realiza pesquisas na Margem Equatorial. A agenda foi a primeira aparição pública dos dois desde a retomada da relação política, depois de meses de desgaste entre o Palácio do Planalto e o comando do Senado.
“Muito obrigado pela defesa que o senhor fez, ao longo dos ultimos três anos e meio, enfrentando tudo e todos para defender que este projeto chegasse aqui hoje. Da petrobras, que tem que ser o orgulho de todos os brasileiros.”
Alcolumbre ampliou o discurso para a defesa da soberania nacional e afirmou que o país sofreu questionamentos tanto internamente quanto de outras nações.
“Reconhecimento é fazer justiça. É preciso que a gente de uma vez por todas reconheça no Brasil aqueles que enfrentaram causas e muitas da vezes foram contestadas ou ate mesmo criticadas, não só por parte de brasileiros que não compreendem a importância da soberania energética, sobretudo aqueles outros países que infelizmente insistem em querer tutelar o futuro do brasil e dos brasileiros.”
Alcolumbre então citou diretamente Lula e colocou o Congresso na mesma frente de defesa dos interesses nacionais.
“Sob a sua liderança e a trincheira de defesa do Congresso, dizemos de uma vez por todas: deixem que nós brasileiros, que lutamos pela defesa do Brasil, que nos decidamos o que queremos para po Brasil”, afirmou.
A fala foi feita três dias depois de a Petrobras informar que identificou hidrocarbonetos no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas. Segundo a presidente da estatal, Magda Chambriard, uma eventual produção na região pode começar em até sete anos.
A exploração da Margem Equatorial é uma bandeira antiga de Alcolumbre, que tem o Amapá como reduto eleitoral.

