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Mãe que perdeu 2 filhos em Brumadinho aborda luto e justiça em livro

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Mãe que perdeu 2 filhos em Brumadinho aborda luto e justiça em livro

“A todo momento tentam nos enterrar”, afirma a escritora Helena Taliberti, que transforma a dor do luto pela morte dos dois filhos e da nora grávida na tragédia de Brumadinho no livro Tentam nos Enterrar, Não Sabiam que Somos Sementes (ed. Ofício da Palavra). Para ela, a obra é uma forma de resistência ao apagamento e mais um passo na busca pela justiça aos 272 mortos.

Veja o vídeo:

Helena perdeu os dois filhos, Luiz e Camila Taliberti, após o rompimento da barragem em 25 de janeiro de 2019. Eles viajavam de férias para Minas Gerais, na companhia da esposa de Luiz, Fernanda, que estava grávida de Lorenzo.

Em Tentam nos Enterrar, Não Sabiam que Somos Sementes, a escritora leva para as páginas a memória dos filhos e mostra ao público como a tragédia mudou a forma dela de enxergar o mundo.

“O verbo enterrar foi exatamente o que aconteceu com eles. Nós conseguimos fazer brotar no Instituto Camila e Luiz Taliberti, de uma dor imensa, de um luto coletivo, uma semente. A todo momento se tenta enterrar o que aconteceu. O apagamento é uma dinâmica das coisas ruins que acontecem e é uma tentativa permanente. E nós estamos aqui na resistência“, afirma em pentrevista ao Metrópoles.

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Helena Taliberti e os filhos
Rompimento da barragem da Vale em Brumadinho deixou ao menos 270 mortos
Rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão
Rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão
Rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão
Metrópoles
Capa do livro de Helena Taliberti
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Capa do livro de Helena Taliberti

Divulgação
Helena Taliberti e os filhos
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Helena Taliberti e os filhos

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Rompimento da barragem da Vale em Brumadinho deixou ao menos 270 mortos
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Rompimento da barragem da Vale em Brumadinho deixou ao menos 270 mortos

Bárbara Ferreira/Especial para o Metrópoles
Rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão
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Rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão

Igo Estrela/Metrópoles
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Rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, deixou ao menos 270 mortos
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Rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, deixou ao menos 270 mortos

Divulgação/ CBMMG

Relembre a tragédia de Brumadinho

  • Em 25 de janeiro de 2019, a Barragem I da Mina Córrego do Feijão, da Vale, rompeu em Brumadinho, Minas Gerais.
  • O rompimento liberou cerca de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração.
  • A lama atingiu principalmente a região do Córrego do Feijão e do Ribeirão Ferro-Carvão, chegando posteriormente à bacia do Rio Paraopeba.
  • Ao todo, 272 pessoas morreram, entre funcionários da Vale, trabalhadores terceirizados e moradores da região.
  • A tragédia de Brumadinho aconteceu pouco mais de três anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, que deixou 19 mortos em 2015.
  • Em 2021, a Vale assinou um acordo de R$ 37,7 bilhões para reparação dos danos causados.

A busca por justiça

Sete anos depois da tragédia, Helena garante que ainda briga pelo não esquecimento e pela memória das vítimas. “A impunidade é a porta para acontecer outra vez”, afirma.

“Eu era muito feliz com os meus filhos e eu sabia disso. Ninguém vai trazer meus filhos de volta. Não existe uma reparação que vá acalentar meu coração. Existe uma reparação pela qual nós lutamos”, garante, citando a Associação das Vítimas e Atingidos pela Barragem de Brumadinho (Avabrum).

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