Belo Horizonte — O candidato ao governo de Minas Gerais Alexandre Kalil (PDT) anunciou, neste domingo (16/8), que vai se afastar temporariamente da campanha eleitoral para passar por um transplante de córnea. O ex-prefeito de Belo Horizonte afirmou que aguardava havia cerca de seis meses na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) e foi chamado para realizar o procedimento.
O anúncio foi feito durante o primeiro ato oficial da campanha de Kalil, no Aglomerado da Serra, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Segundo a campanha, o procedimento será realizado em Sorocaba, no interior de São Paulo, na terça-feira (18/8).
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“Eu vou me ausentar porque sofri na pele a fila da eletiva. Estou há seis meses para fazer uma cirurgia e vou me retirar da campanha por seis dias para fazer a minha eletiva”, afirmou.
Kalil relacionou a experiência na fila do SUS ao discurso de campanha sobre atendimento à população. “Mas eu não precisei entrar na fila para sentir a dor da fila, não. […] Isso chama empatia, sentimento”, declarou.
Com o procedimento, Kalil deverá ficar afastado dos compromissos eleitorais durante parte da próxima semana.
Primeiro ato foi no Aglomerado da Serra
Antes de anunciar o afastamento, Kalil caminhou com moradores e lideranças políticas da Praça do Cardoso até a Associação Comunitária de Moradores da Vila Cafezal, onde fez o primeiro discurso oficial da campanha.
O candidato estava acompanhado do presidente do PDT em Minas Gerais, Mário Heringer, e do presidente nacional da Rede Sustentabilidade, Paulo Lamac.
Ao explicar a escolha do Aglomerado da Serra para abrir a campanha, Kalil afirmou ter mantido relação com a comunidade durante o período em que comandou a Prefeitura de Belo Horizonte.
“A gente começa a festa onde é bem-vindo. A gente começa a festa onde a gente cuidou, onde a gente frequentou. Eu não vim aqui só em época de campanha, não”, disse.
Kalil afirmou que pretende levar para o governo de Minas Gerais ações semelhantes às adotadas durante sua gestão na capital mineira, principalmente nas áreas de saúde, educação e infraestrutura.
“Nós vamos fazer em Minas Gerais o que nós fizemos em Belo Horizonte. Nós vamos fazer um governo austero, cuidadoso, carinhoso, afetuoso. Temos a empatia de sentir o que toda a população de Minas Gerais está sentindo”, afirmou.
O candidato também criticou a atual gestão estadual e disse que Minas Gerais enfrenta uma “missão muito dura”. “A missão dura precisa de gente que tenha palavra, que tenha coragem, que tenha responsabilidade”, concluiu.

