O filme Que Horas Ela Volta?, estrelado por Regina Casé, foi citado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista aos podcasts Não Inviabilize e As Cunhãs nesta sexta-feira (14/8). Ao mencionar a produção, o presidente criticou o preconceito de classe e a resistência de setores mais ricos à ascensão social da população pobre.
Dirigido por Anna Muylaert, o filme acompanha Val, interpretada por Regina Casé. Ela é uma empregada doméstica que deixa a filha, Jéssica, ainda pequena no interior de Pernambuco para trabalhar como babá de Fabinho, filho de uma família de classe alta em São Paulo.
O que Lula disse sobre o filme
- Lula citou o longa ao falar sobre a reação de parte da elite à chegada de trabalhadores a espaços antes associados às classes mais altas.
- Ele lembrou das críticas que recebeu quando os aeroportos passaram a ser mais frequentados pela população de baixa renda.
- “Sabe o que me irrita profundamente? Aquele filme da empregada, Regina Casé que fez o filme. Que Horas Ela Volta?. Aquele filme retrata bem o comportamento de certas pessoas, não de todas, mas de certas pessoas com uma classe um pouquinho mais alta”, afirmou.
- Na sequência, Lula relacionou a história do filme à dificuldade de algumas pessoas em aceitar que trabalhadores passem a frequentar os mesmos espaços que elas.
- “O pobre não pode ir no restaurante que ele (o rico) vai, o pobre não pode ir no teatro que ele vai. Mas que loucura que é essa?”, questionou.
Depois de 13 anos trabalhando para a família, Val recebe a filha em São Paulo. Jéssica vai à cidade para prestar vestibular e passa a questionar algumas das regras e diferenças sociais estabelecidas dentro da casa.







Anna Muylaert, diretora de "Que Horas Ela Volta?" e "Mãe Só Há Uma"
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Reprodução/YoutubeQue Horas Ela Volta? foi lançado em 2015
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Ricardo StuckertQue Horas Ela Volta (2015): Após deixar a filha no interior e passar 13 anos como babá em São Paulo, Val tem estabilidade financeira mas convive com a culpa por não ter criado sua filha, Jéssica. Um telefonema lhe abre uma segunda chance
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A chegada da jovem muda a dinâmica entre patrões e empregados e expõe conflitos relacionados a classe, privilégios e oportunidades. Enquanto Val está acostumada a ocupar determinados espaços e seguir as regras impostas pela família, Jéssica não aceita as mesmas limitações.
Lançado em 2015, Que Horas Ela Volta? foi escolhido para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira em 2016, mas não chegou à lista final de indicados.

