Uma rotina marcada por longas horas na posição sentada pode trazer mais consequências do que dores na coluna. De acordo com a médica e especialista em harmonização glútea Danuza Alves, o hábito, associado ao sedentarismo, pode comprometer a firmeza e a aparência dos glúteos — efeito conhecido popularmente como “bumbum de cadeira”.
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Em entrevista à coluna Claudia Meireles, Danuza Alves esclareceu como o home office, as horas em frente ao computador e até o tempo no trânsito podem contribuir para a percepção de perda de firmeza na região. Segundo ela, a sensação de “achatamento” não está relacionada apenas à posição, mas principalmente à falta de estímulo muscular ao longo do dia.
“Quanto menos essa musculatura é estimulada ao longo do dia, maior pode ser a percepção de um glúteo menos ‘durinho’ e com o contorno mais apagado”, afirma médica.

Entenda como longas horas sentadas podem afetar a aparência do bumbum
Danuza salienta que o “bumbum de cadeira” não se é um diagnóstico médico. Ela explica que a expressão ganhou projeção como uma forma de chamar a atenção para os impactos de uma rotina com pouca ativação.
“Quando você passa muitas horas sentada e, fora dali, também não estimula essa musculatura, o glúteo recebe menos estímulo. Não é simplesmente uma questão de ficar algumas horas em uma cadeira, mas do conjunto da rotina”, esclarece.

Apesar de não ser um laudo, a sensação encontra respaldo em estudos científicos. De acordo com Danuza, pesquisas de imagem mostram que os tecidos dos glúteos sofrem compressão e se deslocam sob o peso corporal na posição sentada.
“Pesquisas sobre reduções importantes da atividade física também mostram que menos movimento representa menos estímulo para a manutenção muscular. Essa combinação ajuda a explicar por que algumas pessoas podem perceber mudanças no contorno depois de períodos prolongados de sedentarismo, embora isso mude de acordo com a rotina e as características de cada corpo”, reflete.
A lógica, segundo ela, está na própria função dos glúteos. “O glúteo máximo é bastante solicitado em movimentos como caminhar, levantar, subir escadas e estender o quadril, mas trabalha muito menos durante longos períodos em posição estática”, complementa.
Saiba como minimizar os efeitos
Embora nem sempre seja possível evitar longos períodos na posição sentada, Danuza chama a atenção para medidas que podem ajudar a reduzir o tempo de inatividade. A primeira sugestão é fazer pausas ao longo do expediente para “esticar as pernas”.
“Movimentar-se ao longo do dia faz parte da equação”, comenta. Levantar da cadeira, caminhar e substituir parte do tempo sedentário por atividade física são outras medidas que ajudam.

Outra recomendação é incluir exercícios de fortalecimento muscular na rotina. “Essas atividades têm papel importante na manutenção dos glúteos e na preservação do contorno ao longo do tempo”, garante Danuza Alves.







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Extreme Photographer/Getty ImagesEm sua prática clínica, a médica já atendeu pacientes que relataram a sensação de que “o bumbum caiu ou ficou mais reto”.
“Nesses casos, é preciso olhar o conjunto. Às vezes, a principal questão é falta de estímulo muscular; em outros casos, existem características da pele, da gordura ou do próprio contorno que precisam ser avaliadas individualmente. A cadeira sozinha não muda o bumbum, a expressão tem mais relação com uma rotina de pouca ativação. Vale destacar que nenhum procedimento estético substitui fortalecimento e uma rotina ativa”, conclui.

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