A masturbação é um hábito natural que não representa riscos à saúde do pênis. No entanto, a forma como o ato é praticado pode contribuir para o desenvolvimento da doença de Peyronie, alerta o médico PhD em urologia pela Universidade de São Paulo (USP), Paulo Egydio.
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De acordo com o profissional, movimentos repetitivos com força excessiva e sem lubrificação podem causar microtraumas na túnica albugínea, membrana fibrosa que envolve os corpos cavernosos, responsável por manter a rigidez durante a ereção.
Quando essas pequenas lesões se repetem, o quadro pode aparecer. “A doença de Peyronie é caracterizada pela formação de placas de fibrose que podem provocar curvatura peniana, afinamento, perda de comprimento, dor durante a ereção e dificuldade nas relações sexuais.”

Paulo afirma que, em homens com predisposição genética ou alterações na cicatrização, as microlesões podem desencadear um processo inflamatório que resulta na formação das placas características da doença.
“Apesar de a causa da doença ainda não ser completamente esclarecida, estudos apontam que microtraumas repetitivos estão entre os principais mecanismos envolvidos na formação da fibrose peniana”, diz o urologista.






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Segundo o médico, masturbar-se sem lubrificação aumenta o atrito e o risco de lesões na pele e nas estruturas internas do pênis. Outro hábito perigoso é forçar o órgão ereto durante o manuseio ou utilizar superfícies inadequadas para gerar atrito.
“Se você fricciona o pênis sem lubrificação, pode machucar a pele e também danificar as estruturas internas. Além disso, nunca se deve usar objetos ou superfícies, como colchão ou almofada, para provocar atrito com o pênis ereto”, alerta.
Para reduzir o risco de microtraumas, o especialista recomenda utilizar lubrificante, seja à base de água, gel ou óleo, e evitar qualquer movimento que dobre ou force o pênis durante a ereção.
“O pênis ereto não deve ser forçado para os lados. O correto é apenas manuseá-lo, respeitando sua anatomia. Com a pele retraída, basta aplicar o lubrificante e realizar movimentos suaves de vai e vem com a palma da mão até atingir o orgasmo”, conclui o urologista.

