O Liverpool oficializou nesta sexta-feira (14/8) a venda de 30% de suas ações para um consórcio bilionário que conta com a participação do empresário brasileiro Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, e de Jeff Bezos, fundador da Amazon. O negócio foi fechado por 1,65 bilhão de libras (aproximadamente R$ 11,8 bilhões), avaliando o clube inglês em 5,5 bilhões de libras. As informações são do portal inglês The Guardian.
A negociação foi liderada pelo empresário indiano Amit Bhatia por meio do consórcio 1892 Holdings, garantindo a Bhatia o cargo de vice-presidente no conselho expandido da equipe.
O aporte financeiro reuniu investidores de alto calibre no cenário global. Eduardo Saverin participou da transação por meio da EE Capital, seu family office gerido ao lado da esposa, Elaine Saverin, que passará a ocupar uma cadeira no conselho do clube. Já Jeff Bezos participou através do fundo K5 Sports, do qual é o principal investidor, mas atuará apenas como investidor passivo e não terá assento na diretoria.
O grupo conta ainda com o Mittal Family Trust, ligado ao magnata indiano do aço Lakshmi Mittal, sogro de Bhatia, além de Bryan Baum, sócio da K5 Global, que também integrará o conselho do clube ao lado de Elaine.







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Ainda segundo o tabloide, desde a chegada dos novos investidores, a Fenway Sports Group (FSG), proprietária do Liverpool desde 2010, continuará como acionista majoritária e manterá o controle operacional de todas as decisões cotidianas do clube.
O presidente da FSG, Mike Gordon, destacou que o Liverpool sempre foi gerido com visão de longo prazo e que a experiência e perspectiva do novo consórcio chegam para somar à estrutura já consolidada em Anfield.
A venda ainda está sujeita à aprovação dos órgãos reguladores, um processo que pode levar até 90 dias, e não causará impacto imediato no orçamento de contratações do técnico Andoni Iraola para esta janela de transferências.
O foco principal da parceria está na expansão comercial do Liverpool, permitindo ao clube explorar novos mercados em tecnologia e investimentos estratégicos em regiões como a Índia e a Ásia, impulsionando ainda mais seu faturamento anual, que atingiu o recorde de 703 milhões de libras em 2025.

