Uma base da Polícia Militar Ambiental foi fuzilada, na madrugada desta sexta-feira (14/8), no Guarujá, litoral sul de São Paulo. De acordo com a Polícia Militar, o ataque foi uma represália de criminosos depois de uma investigação para apurar barricadas instaladas pelo crime organizado em uma comunidade às margens de um mangue. Veja momento do ataque:
Um policial militar que estava na base da PM ambiental reagiu aos disparos e afugentou os criminosos. Apesar de os tiros serem de armas de grosso calibre, o militar não sofreu nenhum ferimento. Imagens cedidas ao Metrópoles mostram o momento que os bandidos chegam ao local. Outro vídeo feito por policiais mostra como ficou o posto policial.
A ação policial que teria provocado a retaliação aconteceu, segundo a PM, na quinta-feira (13/8), na comunidade Santa Rosa. O patrulhamento foi reforçado na região, considerada como área de influência do Primeiro Comando da Capital (PCC), e agora a polícia busca os criminosos.
“Diante dessa grave agressão, as equipes da Polícia Militar retornaram imediatamente à região, com objetivo de cessar a ação criminosa e estabelecer o controle total do terreno”, informou a corporação.
Barricadas
Em nota, a PM explicou que policiais do 21° Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM/I) foram à comunidade Santa Rosa para averiguar denúncias de barricadas instaladas na via pública. No local, criminosos armados teriam reagido e atirado. Houve intensa troca de tiros. Os bandidos fugiram em direção a uma área de mangue, onde um novo tiroteio foi registrado, segundo a polícia.
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“Com os disparos cessados e a área estabilizada, as equipes realizaram uma varredura e localizaram um dos indivíduos próximo às margens de um curso d’água, atingido por um disparo. Imediatamente, os policiais solicitaram o apoio do Corpo de Bombeiros. Devido ao difícil acesso, foi necessária a utilização de uma embarcação para realizar a travessia e garantir o resgate seguro. O indivíduo foi socorrido e encaminhado ao hospital, porém não resistiu ao ferimento e veio a óbito. No local, foi apreendido um radiocomunicador utilizado pelo grupo”, diz o texto.
Os casos foram registrados na Delegacia do Guarujá, onde são investigados. A ocorrência também é acompanhada por um Inquérito Policial Militar (IPM).

