A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (13/8), a Operação Klonen, para investigar um grupo criminoso suspeito de envolvimento em fraudes bancárias eletrônicas, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
Ao todo, são cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Goiás. As medidas foram autorizadas pela 10ª Vara Criminal Federal da Subseção Judiciária de São Paulo.
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A investigação começou após uma instituição financeira alemã comunicar à PF ter sido vítima de um ataque cibernético originado no Brasil, no fim de 2023. O prejuízo é estimado em 30 milhões de euros (cerca de R$ 179.748.600,00).
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Segundo a PF, os valores obtidos com as fraudes eram movimentados e ocultados por meio de cartões de pagamento emitidos sem autorização dos beneficiários, contas de passagem, empresas, instituições de pagamento e plataformas de ativos virtuais.
Um dos investigados, ainda segundo a corporação, foi candidato a cargo eletivo em 2024 e utilizou parte do dinheiro ilícito em campanha.
A Justiça também determinou o sequestro de veículos, imóveis e ativos financeiros de até R$ 106 milhões.
Os investigados poderão responder por furto qualificado mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de outros crimes que possam ser identificados.
A operação teve origem em informações do Projeto Tentáculos, parceria da PF com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e instituições financeiras e de pagamento.

