A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) deflagrou nesta quinta-feira (13/8) uma operação contra um esquema milionário de estelionato que envolve uma falsa plataforma de investimentos. A investigação teve início após uma gaúcha de 70 anos denunciar à polícia que perdeu R$ 37 milhões no golpe, conhecido internacionalmente como “pig butchering” (“golpe do abate de porcos”).
A operação foi batizada como Criptoabate e mira 18 pessoas suspeitas de integrarem a organização criminosa. Elas são suspeitas de estelionato mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
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Segundo o Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), foram identificadas 140 vítimas possíveis espalhadas pelo Brasil.
São cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e nas cidades de São Paulo e Santos, em São Paulo. Estão entre os alvos de prisão três donos de empresas que trabalham com conversão de moeda em criptoativos, pelas quais o dinheiro teria sido movimentado.



Material de divulgação utilizado pelos golpistas
Polícia Civil Rio Grande do SulMaterial de divulgação utilizado pelos golpistas
Polícia Civil Rio Grande do SulTambém foi decretada a prisão de uma gerente de um banco tradicional do Brasil, suspeita de facilitar a abertura de contas que eram operadas pelo grupo criminoso. Segundo a Polícia Civil, 24 das 25 primeiras empresas que receberam dinheiro da mulher que perdeu R$ 37 milhões possuíam contas na mesma instituição financeira.
Dos 25 primeiros destinatários empresariais dos valores da principal vítima, 24 possuíam contas em uma mesma instituição financeira.

