Últimas

De criança a idoso: moradores de rua atacaram 9 pessoas em 15 dias no DF

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
De criança a idoso: moradores de rua atacaram 9 pessoas em 15 dias no DF

Nas últimas duas semanas, pessoas em situação de rua foram responsáveis por, pelo menos, nove ataques. São crimes bárbaros, que chocaram a população do Distrito Federal, passando por um ataque a pauladas até chegar a um homicídio com 36 facadas.

Veja os casos:

  • 12 de agosto: uma criança de 5 anos foi agredida, sem motivo aparente, com um chute na cabeça por um morador de rua, na Asa Sul;
  • 12 de agosto: uma mulher em situação de rua foi conduzida à delegacia e autuada por se referir a duas mulheres nascidas na África como “negrinhas”;
  • 11 de agosto: em uma madrugada de horror, um homem em situação de rua foi morto pela polícia após invadir vários apartamentos e fazer uma idosa de 97 anos de refém, na Asa Sul;
  • 11 de agosto: um homem em situação de rua foi preso suspeito de assaltar uma loja de conveniência, na Asa Norte, utilizando uma faca para ameaçar a funcionária;
  • 9 de agosto: um morador de rua foi preso após matar um servidor do Senado Federal com 36 facadas, em Taguatinga;
  • 9 de agosto: no mesmo dia, uma jornalista teve os dedos quebrados após ser assaltada por um morador de rua, no Setor de Rádio e Televisão Norte;
  • 7 de agosto: o zelador de um prédio na Asa Norte foi agredido a pauladas por um homem em situação de rua após uma discussão;
  • 3 de agosto: sem motivo aparente, um morador de rua agrediu uma mulher com um caco de vidro, em uma parada de ônibus na Asa Sul;
  • 28 de julho: um homem em situação de rua deu um soco em um jovem de 18 anos, em Águas Claras, fazendo com o óculos da vítima quebrasse e rasgasse seu rosto;

Internação involuntária

Essa escalada de violência envolvendo pessoas em situação de rua fez com que a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), colocasse em prática o protocolo para internação involuntária de pessoas em situação de rua em casos previstos na legislação.

Segundo ela, a medida agora conta com respaldo legal e um fluxograma que define a atuação integrada das forças de segurança, da saúde e da assistência social.

De acordo com a chefe do Executivo local, um dos principais problemas enfrentados até então era a falta de um procedimento padronizado para atender às ocorrências envolvendo moradores de rua com transtornos mentais graves ou em situação de vulnerabilidade extrema.

Segundo Celina Leão, sempre que a Polícia Militar (PMDF) for chamada para uma ocorrência envolvendo pessoas nessas condições, acusadas de cometer crimes, equipes da assistência social acompanharão o atendimento.

Em caso de flagrante, o suspeito será conduzido à delegacia, onde o delegado poderá acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A depender da situação, o Samu terá respaldo para encaminhar a pessoa ao Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), localizado em Taguatinga Sul, onde ela passará por criteriosa avaliação médica. Caso o laudo indique a necessidade, será submetida à internação para tratamento.

Celina destacou que o HSPV conta com 10 leitos destinados a esse tipo de atendimento.

Centro Pop

A progressista ainda reforçou que o GDF não vai recuar da ideia de transferir o Centro Pop da Asa Sul. “Vamos enfrentar o problema de frente.” Segundo ela, a mudança ocorrerá mesmo após questionamentos apresentados pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e Tribunal de Contas (TCDF).

“Recebi dois ofícios questionando essa decisão, mas vou fazer a transferência. A decisão está tomada. Se for preciso, vou judicializar. Não faz sentido manter um equipamento dessa natureza ao lado de escolas”, declarou.

Ela afirmou que o novo Centro Pop será administrado pela mesma equipe responsável pelo Hotel Social, que já possui experiência no atendimento à população em situação de rua.

O espaço contará com controle de acesso, cadastro de entrada e saída e concentrará diversos serviços públicos, como oferta de refeições, banho, emissão de documentos, atendimento em saúde, assistência social e apoio para o retorno ao estado de origem.

Segundo Celina, o governo pretende ampliar o acolhimento, mas também endurecer a atuação contra ocupações irregulares em áreas públicas. “Quem quiser receber ajuda terá toda a assistência necessária do Estado. Mas, para quem optar por permanecer em invasões, isso não será permitido”, afirmou.

De criança a idoso: moradores de rua atacaram 9 pessoas em 15 dias no DF — Radar Olhar Aguçado | Radar Olhar Aguçado