Para muita gente, a masturbação pode ser um momento de plena liberdade sexual — considerando que não há outra pessoa para julgar gemidos, caras e bocas e desempenho. Dados do Censo Prazer de 2026, porém, revelam que 54% da geração Z se percebe performando durante a prática.
A pesquisa do aplicativo HUD ainda mostrou que 73% acredita que as preocupações com aparência atrapalham o prazer.
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O passado já falava sobre
O levantamento, que entrevistou mais de 2 mil pessoas em 63 países diferentes, trata de um termo clínico estudado desde 1970. Cunhado por William Masters e Virginia Johnson, o conceito de “espectador” descreve o ato de se observar como uma terceira pessoa durante o ato sexual — avaliando o próprio desempenho em vez de vivenciar o momento.






O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
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South_agency/Getty ImagesÀ época do termo, o fenômeno foi analisado como um motivador para disfunção sexual e presumia que, para acontecer, deveria existir um parceiro junto. A pesquisa deste ano, no entanto, mostra que no trabalho solo também é possível experimentar esse distanciamento.
Pornografia entra no debate da masturbação
Nesse caso, a pornografia também tem sua parcela de culpa. De acordo com um estudo publicado na Obstetrics & Gynaecology, mulheres que consomem esse tipo de conteúdo relatam um aumento na ansiedade de desempenho ao considerar aparência e comportamento no sexo.
“Me sinto estressada por não me parecer com as garotas dos filmes pornôs”, contou uma participante.

“Para uma geração criada com pornografia, pode ser realmente difícil desaprender a maneira como achamos que devemos nos comportar durante o sexo”, alertou a sexóloga Becky Crepsley-Fox em entrevista a um portal internacional.

