Os três parlamentares alvos da Operação Omertá, que investiga uma possível organização criminosa por fraude durante o processo eleitoral de 2024 e 2026 em Sobral (CE), são os vereadores Carlos do Calisto (PSB), Mário Vicktor (União) e Juninho do Povo (Podemos).
O trio teve a prisão preventiva decretada e foi afastado do exercício dos respectivos mandatos por 180 dias.
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Além dos vereadores, outros dois agentes públicos foram afastados dos cargos pelo mesmo período.
Um advogado também é investigado por suspeita de integrar a estrutura da organização criminosa. Segundo a investigação, ele teria funções ligadas aos núcleos de liderança e de execução de ordens destinadas a interferir no processo eleitoral. O nome dele não foi divulgado.
Operação
A Operação Omertá foi deflagrada nesta terça-feira (11/8) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (FICCO/CE), pelo Ministério Público Eleitoral, por meio da 3ª Promotoria Eleitoral, e pelo Grupo Auxiliar Eleitoral (GAEL).
A ação cumpre 14 mandados de prisão preventiva, 25 de busca e apreensão e cinco medidas de afastamento cautelar de cargos públicos. As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Zona Eleitoral de Fortaleza.
Durante a operação, foram apreendidos aparelhos celulares, documentos e outros elementos probatórios relacionados aos fatos investigados. Também foram determinadas medidas cautelares, como a proibição de contato entre investigados e testemunhas.
A Justiça determinou ainda que a Câmara Municipal apresente a relação completa dos ocupantes de cargos comissionados, funções de confiança e contratados temporários vinculados ao Legislativo Municipal.
A investigação apura os crimes de:
- integração de organização criminosa;
- domínio social estruturado;
- extorsão na modalidade conhecida como “pedágio eleitoral”;
- corrupção eleitoral;
- impedimento ou embaraço à propaganda eleitoral;
- lavagem de capitais.
A coluna procurou os três parlamentares, mas não obteve retorno até a última atualização. O espaço segue aberto.

