A Polícia Federal (PF) pediu que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decida o destino das armas, munições e acessórios apreendidos e vinculados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O documento foi apresentado na tarde desta terça-feira (11/8). A corporação afirmou que não pode decidir sozinha se o material será encaminhado ao Exército, destinado à destruição ou doado.
A corporação sustenta que a apreensão dos armamentos decorreu de uma ordem de Moraes, e não de um inquérito conduzido pela PF, razão pela qual cabe ao ministro decidir a destinação dos bens.
Ao todo, 10 armas estão sob custódia da PF, entre elas uma espingarda personalizada com as cores da bandeira do Brasil. O material permanecerá guardado pela corporação até nova decisão de Moraes.
Veja as armas:
- Pistola Forjas Taurus, calibre .380 Automatic (permitido);
- Pistola Forjas Taurus, calibre .40 Smith & Wesson (restrito);
- Carabina/Fuzil Springfield Armory, calibre 7,62×51 mm (restrito);
- Espingarda Typhoon, calibre 12 GA (restrito);
- Espingarda Maestro Arms Company calibre .12
- Pistola Arex, calibre 9×19 mm Parabellum (restrito);
- Pistola SIG-Sauer, calibre 9×19 mm Parabellum (restrito);
- Espingarda Maestro Arms Company, calibre 12 GA (permitido);
- Carabina/Fuzil Caracal, calibre 5,56×45 mm;
- Pistola Caracal, calibre 9×19 mm Parabellum.
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Busca e apreensão
Bolsonaro foi alvo de busca e apreensão em 6 de julho, por ordem de Moraes. O objetivo da diligência era localizar armas na casa do ex-presidente após divergências sobre o paradeiro dos armamentos.
A decisão ocorreu após a apreensão de uma arma de Bolsonaro que estava com um agente responsável pela segurança da residência do ex-presidente.
Bolsonaro alegou que o agente deixou a residência com a arma sem sua autorização. Nesse caso, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluiu pelo indiciamento do agente Estácio Leite da Silva Filho.

