A Justiça de São Paulo decidiu não levar a júri as duas travestis que esfaquearam o ex-prefeito de Pirapozinho Rubens Di Lorenzo Barreto, após entender que não há provas suficientes que indiquem a intenção de matar o homem. O caso aconteceu no início de fevereiro, na Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo.
As acusadas foram denunciadas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por tentativa de homicídio doloso, quando há intenção de matar, por motivo torpe e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. Porém, a Justiça entendeu que a promotoria não reuniu provas suficientes para sustentar a acusação.
A juíza Aimê Peres Soares Bomfim decidiu pela impronúncia — quando não há provas suficientes para levar alguém a julgamento pelo Tribunal do Júri. No entanto, se novas evidências surgirem, o MPSP pode retomar a persecução penal.
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A juíza entendeu que não é possível afirmar, de forma segura, que houve intenção de matar. Além disso, a magistrada considerou a defesa das travestis, que indicou que as acusadas agiram em legítima defesa, verossímil, considerando a lesão corporal grave que uma delas apresentou no dia. As rés também foram encontradas pela polícia enquanto tentavam ligar para o socorro.
O ex-prefeito teria, inclusive, admitido que as facas usadas no episódio eram suas. A confissão afastou a possibilidade de as travestis terem levado as facas para matar a vítima.
Com a impronúncia, as duas acusadas foram soltas.
Briga
- Segundo a Polícia Militar (PM), Rubens Barreto estava em um posto de combustível dentro de um veículo quando a briga com as travestis começou, no dia 2 de fevereiro deste ano. Ele teria se apresentado como ex-coronel do Exército e avançado contra as suspeitas com uma faca.
- Uma luta corporal se iniciou entre os três, momento em que as travestis se apropriaram da arma branca e esfaquearam o homem de 75 anos.
- Um frentista que presenciou a cena acionou a PM.
- De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os policiais militares localizaram as suspeitas, as abordaram e apreenderam duas facas.
- As suspeitas disseram às autoridades que passaram o dia com a vítima, que se recusou a pagar o valor combinado entre as partes. O conflito teria levado a uma discussão e, posteriormente, à luta corporal.

