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Grávida, PM que matou Thawanna segue desarmada e recolhida em casa

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Grávida, PM que matou Thawanna segue desarmada e recolhida em casa

Suspensa da Polícia Militar após matar a ajudante-geral Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, a soldado Yasmin Cursino Ferreira, 21, está grávida de cerca de quatro meses. Ela acompanha os desdobramentos do caso recolhida em casa e proibida de portar arma de fogo, por determinação judicial.

À coluna, o advogado Luiz Nakaharada afirmou que a gestação “não muda nada” no andamento do caso.

“Isso não alivia a denúncia ou a defesa. Tomamos os cuidados de praxe, porque é uma pessoa que está grávida, que requer cuidado. De resto, vida normal”, disse.

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Durante a abordagem, a agente Yasmin Cursino Ferreira desceu da viatura e participou da briga
A policial Yasmin Cursino Ferreira apontou a arma para vítima
Policial militar perguntando para colega se ela tinha atirado contra mulher em abordagem
PM parada na rua após atirar em mulher em abordagem
Thawanna da Silva Salmázio agonizou por cerca de 30 minutos antes de ser socorrida
Metrópoles
Abordagem começou após policiais baterem retrovisor no braço de homem
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Abordagem começou após policiais baterem retrovisor no braço de homem

Reprodução/ TV Globo
Durante a abordagem, a agente Yasmin Cursino Ferreira desceu da viatura e participou da briga
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Durante a abordagem, a agente Yasmin Cursino Ferreira desceu da viatura e participou da briga

Reprodução/ TV Globo
A policial Yasmin Cursino Ferreira apontou a arma para vítima
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A policial Yasmin Cursino Ferreira apontou a arma para vítima

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Policial militar perguntando para colega se ela tinha atirado contra mulher em abordagem
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Policial militar perguntando para colega se ela tinha atirado contra mulher em abordagem

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PM parada na rua após atirar em mulher em abordagem
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PM parada na rua após atirar em mulher em abordagem

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Thawanna da Silva Salmázio agonizou por cerca de 30 minutos antes de ser socorrida
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Thawanna da Silva Salmázio agonizou por cerca de 30 minutos antes de ser socorrida

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Caso Thawanna: policial diz sofrer ameaças e pede que processo corra em segredo de justiça
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Caso Thawanna: policial diz sofrer ameaças e pede que processo corra em segredo de justiça

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A policial Yasmin Cursino Ferreira teve a arma recolhida
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A policial Yasmin Cursino Ferreira teve a arma recolhida

Reprodução/ TV Globo

“Pronto e acabou”

Yasmin matou Thawanna durante uma abordagem, em 3 de abril, em Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo. A soldado sustentou ter agido em legítima defesa após ser agredida pela ajudante-geral.

Imagens registradas pela câmera corporal do parceiro de Yasmin, o soldado Weden Silva Soares, porém, mostram uma dinâmica que destoa dos relatos dos PMs.

Por volta das 3h, o retrovisor do carro ocupado pelos PMs atinge o marido de Thawanna. Weden para a viatura, retorna e inicia uma discussão com ele. Yasmin desembarca e, durante a confusão, atira contra a ajudante-geral. Logo após o disparo, Weden questiona a colega: “Você atirou nela? Por quê?”

Nesta segunda-feira (10/8), Nakaharada voltou a sustentar que Yasmin agiu de forma legítima. “Não teve acidente, não teve nada disso, a vítima veio arrebatar a arma e ela [soldado Yasmin] agiu em estrito cumprimento do dever legal, pronto e acabou”, afirmou.

Perícia travada

A gravação que registra a ocorrência também está no centro de outro impasse revelado pela coluna.

Há mais de dois meses, o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) tenta obter da Polícia Militar o arquivo da câmera de Weden em formato adequado para perícia. A Justiça determinou em 26 de maio que a corporação entregasse somente o trecho compreendido entre dez minutos antes e uma hora depois do disparo.

O Ministério Público de Sâo Paulo (MPSP) afirmou que a PM havia enviado um volume “descomunal” de arquivos, inviabilizando o trabalho pericial, e demonstrou “indignação” porque as imagens circularam na televisão enquanto os investigadores enfrentavam dificuldades para acessá-las.

A diligência foi apontada pela própria Justiça como a única pendência para o interrogatório de Yasmin e a conclusão do inquérito. Após o descumprimento da primeira determinação, um novo prazo de 15 dias foi concedido para a entrega do material.

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