Em meio à dificuldade de obter empréstimo para salvar o Banco de Brasília (BRB), o secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino de Oliveira, disse que GDF tem capacidade de pagar a dívida, em 12 anos, com superávit estimado.
Em entrevista coletiva na sexta-feira (7/8), o secretário afirmou que prevê, para 2026, um superávit de R$ 3 bilhões a R$ 5 bilhões. “Isso indica que, se o governo trabalhar com seriedade, em um exercício só, é capaz de gerar superávit de mais de 70% a 80% da operação. Ou seja, essa é uma operação que não consumiria nem talvez um quarto (1/4), 25% do superávit que o GDF tem capacidade de gerar e está gerando, e não parou nada – não parou limpeza, transporte, saúde, educação“, declarou.
O acordo homologado no Supremo Tribunal Federal (STF) previa que bancos dariam o aval ao crédito de R$ 6,6 bilhões solicitado ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mas as instituições financeiras resistiram e cobraram mais garantias.
Em ofício ao STF, o Banco do Brasil ainda disse que “jamais houve a constituição de consórcio de bancos” e que não se colocou como “representante das demais instituições financeiras”.
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O GDF afirmou ao STF que há “inércia” das partes na resolução do caso, acusação rebatida pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. O ministro Luiz Fux marcou para esta quinta-feira (13/8) uma nova reunião a fim de tratar do assunto.
O BRB adia, desde março, a divulgação do balanço de 2025. O banco pretende obter a capitalização por meio do empréstimo antes de apresentar os números.

