Candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) lançou nesta segunda-feira (12/8) um plano de segurança pública para o estado. Batizado de SP Protege, o programa prevê a implementação da Agência Estadual Antifacção, uma estrutura permanente de inteligência e investigação sob a direção estratégica do governador, com atuação integrada do Ministério Público, polícias, Receita Federal estadual e órgãos de controle.
Segundo Haddad, o o objetivo é desarticular as grupos do crime organizado com bloqueios de patrimônio, retirada de mecanismos criminosos que operam na economia formal e destinação social de bens confiscados. No geral, o projeto inclui temáticas como violência de gênero, racial e infantil.
“Lavagem de dinheiro, por exemplo, é crime federal. E nós temos que ter uma conexão com o que acontece com os crimes tributários, de sonegação, com o que acontece no mercado oculto, em que tudo isso está integrado”, afirmou Haddad.
Além disso, o plano indica a criação do Placar de Segurança, com dados de resolução de crimes a cada três meses. Outra promessa é a possibilidade de a população registrar boletins de ocorrência na Polícia Civil via WhatsApp.






Fernando Haddad (PT)
Rebeca Ligabue/MetrópolesO plano de segurança de Fernando Haddad foi intitulado SP Protege
Rebeca Ligabue/MetrópolesJoel Datena participou do evento e criticou Tarcísio de Freitas
Rebeca Ligabue/MetrópolesO plano foi apresentado nesta segunda-feira (10/8), na zona oeste de São Paulo
Rebeca Ligabue/MetrópolesMarina Silva, Márcio França, Fernando Haddad, Simone Tebet e Emídio de Souza
Rebeca Ligabue/MetrópolesConvidado a falar no evento, o apresentador José Luiz Datena (PSB), candidato a deputado estadual, criticou o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele disse que o chefe do Palácio dos Bandeirantes “não conhece nada de estrutura de combate a organizações criminosas”.
“Duvido que os policiais de São Paulo estejam satisfeitos com o Tarcísio, porque, como o Doria, ele só prometeu e não cumpriu”, disparou Datena. “O Tarcísio, que veio de fora, prestou um grande desserviço à Segurança Pública de São Paulo. Ele veio do Rio de Janeiro e está transformando até, talvez, em possibilidade de termos milícia entrando aqui em São Paulo”, acrescentou.
Leia também
Para estruturar o projeto de segurança, Haddad foi guiado por aliados e especialistas, como o próprio vice na chapa, Márcio França (PSB), ex-Ministro do Empreendedorismo e ex-governador; o deputado estadual Emídio de Souza (PT), coordenador do programa de governo; e a deputada federal Tabata Amaral (PSB).
No rol de especialistas, atuaram Leandro Piquet, pesquisador do Núcleo de Pesquisas em Políticas Públicas (NUPPs) da Universidade de São Paulo (USP) e integrante do Conselho Gestor da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado; e Benedito Mariano, sociólogo e coordenador do Núcleo de Segurança Pública na Democracia, do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa.
Também participaram Claudinho Silva, ex-Ouvidor das Polícias do Estado de São Paulo, e Igor Marchesini, engenheiro e especialista que conduziu agendas de inteligência artificial, datacenters e transformação digital do Ministério da Fazenda, como assessor especial de Haddad.
Inteligência artificial
Como o Metrópoles adiantou, uma das grandes apostas do plano de segurança de Haddad é a inteligência artificial. No âmbito da violência doméstica, uma plataforma com a tecnologia deve cruzar dados e alertas de diversas áreas para classificar o risco de crimes.
A proposta é proporcionar às polícias e guardas municipais mais uso da tecnologia, com, segundo ele, rotina de transparência e checagem de dados.
De acordo com o plano, a IA vai proporcionar robustez de provas, assim como cruzar as imagens das câmeras, os dados de ocorrência e as chamadas ao 190 para montar mapas de calor que mostram onde e quando os crimes ocorrem.
“Vamos fazer as informações se encontrarem e dar efetividade às câmeras que estão instaladas e não tem atrás de si um instrumentos de processamento de dados”, afirmou Haddad.
Segundo o programa de Haddad, a ideia é que o 190 tenha respostas mais rápidas, de modo que a chamada será conectada em tempo real com o sistema de inteligência e câmeras. Dessa forma, localiza a ocorrência e proporciona o acionamento imediato da viatura mais próxima.

